Matéria da Revista Cabeleireiros.com - Edição 21

ImprimirA cor da pele: fundamental para compor o visual

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Para criar uma harmonia de cor, é necessário conhecer e identificar o tom da pele.

Todo profissional de coloração e maquiagem sabe como é difícil acertar a cor para seus clientes, seja na tintura dos fios, no tom das mechas ou na escolha do batom. O desafio é maior quando não se sabe analisar o tom da pele do cliente; se é fria ou quente e identificar sua cor básica.

Um dos mais importantes princípios da harmonia e da estética visual é que, quando se posiciona uma cor fria junto a uma cor quente, é criado um contraste de cor. É necessário muito cuidado para se utilizar os contrastes, porque podem facilmente desestabilizar a harmonia da imagem, especialmente quando envolvem cores contrastantes em grande quantidade. É preciso ter muita habilidade, experiência e sensibilidade para criar harmonia com contrastes.

Na área da beleza, freqüentemente vemos pessoas com a cor do cabelo ou da maquiagem inadequada para o tom da pele. O resultado é que a imagem não é harmônica, porque o contraste é excessivo. Geralmente é recomendado não contrastar as cores, seguindo a regra: quentes com quentes e frias com frias.

Toda pele é classificada, primeiro, como fria ou quente e, depois, em quatro categorias, para peles brancas, e seis, para peles negras. Peles frias combinam melhor com o branco azulado, o prateado, o preto e o marrom chocolate. Peles quentes são valorizadas pelo branco creme, o dourado e o marrom avermelhado.

Em 1928, Johannes Itten, um professor da Bauhaus, a mais importante escola de arte da época, publicou um livro sobre cor, no qual mostrou que havia uma relação entre a cor da pele e a personalidade. Itten foi um dos maiores estudiosos da cor e criou a teoria baseada numa estrela. Ele havia notado que a cor que cada aluno sempre preferia utilizar nas pinturas era também a cor fundamental de sua pele e tinha as características da personalidade. Por exemplo, pessoas com peles douradas, geralmente pintava com bastante amarelo e eram alegres e comunicativas.

Nos anos 30, Robert Dorr, criou o Color Key System, que classificava as cores frias e quentes. Até hoje é usado em diversas indústrias, como de tintas e de cosméticos. Em 1942, Suzanne Caygill desenvolveu a mais completa pesquisa sobre peles brancas e catalogou 32 tons de pele em quatro categorias, as quais deu os nomes das estações do ano.

• Primavera é uma pele quente, dourada, relacionada ao frescor dessa estação e suas cores.
• Outono, também quente, é avermelhada, com todas as características dessa época e das cores das folhas caídas.
• Verão é uma pele muito fria e clara, rosada, levemente azulada, relacionada ao céu claro e limpo dessa estação.
• Inverno é uma pele fria, pálida e amarelada, relacionada às cores frias intensas e opacas e ao cinza dessa época.

O melhor sistema de classificação de peles negras foi desenvolvido por Jean Patton. Ela identificou 38 tons de pele, que classificou em seis categorias.

• Calipso é uma pele quente e dourada, de tom médio, vivaz e alegre, como esse ritmo musical caribenho.
• Saara, também amarelada, é mas neutra e clara e lembra os amarelos neutros das dunas desse deserto.
• Spike é quente e avermelhada, de tom médio e tempero quente, como a palavra em inglês sugere.
• Nilo é neutra, muito clara, quase fria, como a água do rio egípcio desse nome.
• Jazz, é fria e escura, intensa e imprevisível, como o ritmo que lhe dá o nome.
• Blues, também é fria, escura, mas levemente azulada, profunda, lenta e melancólica, como esse ritmo musical.

Sabendo analisar o tom e a cor da pele, será muito mais fácil acertar na hora de aplicar cor ao cabelo, de maquiar e produzir uma imagem esteticamente harmônica. No visagismo, esse é um dos primeiros passos para customizar a imagem.

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