Matéria da Revista Cabeleireiros.com - Edição 50

ImprimirA culpa NÃO é da idade!

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problemas_capilares (1)Os cabelos podem ficar mais frágeis com o passar dos anos, porém muitos problemas capilares surgem por excessos cometidos ao longo da vida

texto: Eder Garrido | fotos: divulgação

Não há como fugir desta realidade: o tempo passa, a pele perde o viço, as rugas começam a aparecer... Os sinais da idade manifestam-se no corpo inteiro, e os cabelos não ficam de fora dessa regra. No entanto, vale citar que os sintomas não são somente os fios grisalhos ou a calvície.

O processo de envelhecimento capilar é natural, assim como os sinais que ele dá ao longo da vida. Por isso, culpar unicamente a idade avançada por alterações no couro cabeludo ou na textura dos fios é um erro, pois desde a infância convivemos com certas predisposições. “Não existem doenças capilares, e sim do couro cabeludo”, lembra Márcia Paes, dermatologista da All + Derma e Clínica. Segundo ela, todo dano à saúde das madeixas está ligado à raiz.

Enquanto crianças são alvos de piolhos; os adolescentes tendem a desenvolver caspa por causa do trabalho acelerado das glândulas sebáceas. Já os adultos podem apresentar problemas como a calvície, provocados por fatores hormonais, genética e estresse. Na terceira idade, surgem os cabelos brancos, que não são classificados como doença, mas deixam frágeis o couro cabeludo e os fios. Isso porque a cor natural os protege do sol e de outras luzes. Além disso, perde-se também queratina. Mas alto lá! Antes de sair se lamentando, saiba que esses processos são normais e as propriedades podem ser “recolocadas” por meio de cosméticos, alimentação adequada e produtos manipulados.

A entrada de radiação solar na cabeça, facilitada pela falta de melanina nos cabelos e pela menor quantidade de fios, pode ser impedida com o uso de chapéus quando se está ao ar livre em horários de sol. E, claro, existe o protetor solar, presente em diversos cosméticos capilares. Dica: os disponíveis em spray penetram mais facilmente, por isso garantem uma ação mais efetiva.

A química é vilã?
Todos os tratamentos químicos feitos nos cabelos ao longo da vida também influenciam na saúde capilar. Os efeitos, ao contrário do imaginado, não aparecem somente na terceira idade. Segundo a dermatologista Daniela Ferro Farias, o uso de alisamentos, colorações e outros procedimentos podem gerar queda. “As substâncias presentes nesses tratamentos agem sobre o folículo piloso, alterando a renovação celular e acelerando a oxidação no couro cabeludo”, explica. Essa queda não deve ser confundida com o eflúvio telógeno, período do ano em que a queda de cabelo é mais acentuada. Por isso, a recomendação dos médicos é, preferencialmente, evitar certos produtos, excetuando a coloração.

Outro engano é relacionar a idade ao aparecimento de caspa. O que acontece é uma descamação do couro cabeludo, que, por conta da passagem dos anos, torna-se mais ressecado, assim como toda a pele. Tal descamação pode ser combatida com a aplicação de um óleo capilar, unido a uma massagem no bulbo antes da lavagem. Vale também optar por xampus que não retirem tanto a oleosidade natural dos cabelos, como os de limpeza profunda.

problemas_capilares (2)Práticas anti-idade
Ainda que não haja uma obrigatoriedade quanto aos procedimentos capilares recomendados a cada faixa etária, algumas observações devem ser seguidas:• 20 anos: pode-se usar de tudo um pouco. Nessa idade, é comum as mulheres submeterem os fios a colorações e alisamentos. Para tratar os cabelos ressecados, utilize produtos com ações hidratantes.

• 30 e 40 anos: a queda capilar é comum, e xampus, cremes e loção antiqueda ajudam a fortalecer os fios. A hidratação também deve ser reforçada.

• 50 anos: a menopausa afeta fortemente as mulheres, ocasionando uma alteração no perfil hormonal. Nela, a produção de estrogênio (hormônio feminino) diminui, enquanto a de testosterona (hormônio masculino) não se altera. Resultado: queda dos cabelos. Novamente podem entrar em cena os produtos antiqueda e a reposição de proteínas e queratina.

• 60 anos: os cabelos atingem o ápice de fragilidade, seja pelo excesso de coloração, seja pela falta dela, quando a mulher opta por deixar os fios totalmente brancos. Tanto nessa fase quanto aos 70 anos é vital não abrir mão dos protetores solares.

Outra discussão antiga se refere sobre a força dos cabelos femininos e masculinos. Por conta da aparente calvície dos homens, é normal dizer que os fios delas são mais resistentes. “É uma questão hormonal. O homem possui testosterona e cabelos grossos. Ao longo da vida, o nível do hormônio diminui e ocorre a queda. Já a mulher sempre conviveu com um baixo nível de testosterona, o que atenua o problema”, explica Daniela. No entanto, em períodos como o pós-parto, é comum as mulheres apresentarem índices de queda capilar superiores ao normal.

Finalmente, seja na terceira idade, seja em qualquer outra fase, os dermatologistas são categóricos quanto à importância da lavagem regular dos fios, já que couro cabeludo sujo induz a queda. E não se esqueça: na hora de lavar as madeixas dos clientes, dê preferência à água morna ou fria, já que, quanto mais quente estiver a temperatura, mais dilatado fica o poro. Com isso, a produção de oleosidade é estimulada, prejudicando a saúde capilar.

Galeria de fotos:

  • Beleza versus idade
  • Ronaldo Fraga | SPWF

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