A geração geométrica



Sa
ber como foram criados os cortes que mais se destacaram na história da beleza pode render bons argumentos no momento de fazer o diagnóstico de seus clientes
John Santilli
(cabeleireiro e ex-diretor da Vidal Sassoon Academy, trabalhou com Tony Rizzo e Sanrizz)
Os cortes geométricos fizeram sucesso ao logo da história dos cabelos, e nessa trajetória também foram chamados de “swinging London”. Antes de sua criação, os cabelos já eram brilhantes, bem finalizados e macios. Era o tempo das butiques, que faziam pequenas quantidades de roupas e se interessavam, durante a confecção, pela personalidade de seus consumidores.
No início dos anos 1960, a moda era pentear os cabelos para trás. Em 1963, esse estilo se tornou clássico. Nessa época, havia um novo movimento nos salões de beleza de Londres, estimulado por um cabeleireiro e seu time artístico. Seu nome era Vidal Sassoon. Não havia muitas pessoas que davam importância às habilidades necessárias para cortar cabelos, e Vidal Sassoon foi o primeiro a prestigiar mais o corte do que o penteado. Algumas clientes, inclusive, tinham a expectativa de os cortes serem feitos de graça.
Da casa localizada no número 171 da New Bond Street London, surgiu o corte bob. Mesmo depois de muito tempo da sua criação, o corte ainda mantém a mesma linha idealizada por Sassoon. O design foi projetado para evidenciar o pescoço, para mostrar a feminilidade das formas e para esculpir.
Outro corte que merece destaque é o “one-point graduated bob” (bob com gradação). Ele foi importante por manter as laterais mais longas, projetadas para a frente, tirando a necessidade de pentear os fios para trás. Essa gradação dá um movimento natural aos cabelos.
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