Matéria da Revista Cabeleireiros.com - Edição 21

ImprimirA Importância das Feiras para o Setor da Beleza

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Cada vez mais os profissionais cabeleireiros estão buscando inspiração e atualização em grandes feiras.

Falar sobre feira de beleza é um dos assuntos que mais me agrada. Como eu já tenho 57 anos dentro da profissão de cabeleireiro posso falar sobre o assunto com muita segurança e conhecimento. No início era difícil, não havia feiras, nem lançamentos. Porém, as firmas reuniam os cabeleireiros e, assim, formaram-se as primeiras associações.

As feiras são um dos maiores marcos para a melhoria da nossa profissão. Infelizmente, alguns profissionais não entendem a sua real importância e, quando estes começam a ter um pouco mais de nome no mercado, ao invés de estarem presentes nestes eventos, fazem questão de dizer que não vão a feiras ou a demonstrações porque sabem tudo.

Eu quero passar um provérbio que eu acho lindo, que você pode utilizar na sua vida: “Alguém é um sábio quando todos pensam que ele é um sábio, o dia que ele se considerar um sábio, ele não será mais um sábio”. A mesma coisa acontece com o profissional cabeleireiro: ele é um grande profissional, todos reconhecem que ele é um grande profissional, é elogiado como um grande profissional, até o dia que ele se julga um grande profissional. Neste momento, ele já não é mais um grande profissional. Sabe por que? Porque ele deixa de aprender, considerando já saber tudo. E, ninguém sabe tudo.

As feiras, neste sentido, são extremamente importantes, pois mostram o que está acontecendo neste nicho de mercado. No mundo todo existem feiras e essas feiras são tradicionais. São feiras que existem há mais de 15 anos e que inúmeros brasileiros, profissionais da beleza, vão para a Itália, EUA, França e Inglaterra, assistir aos shows e conhecer as novidades da área. Eu mesmo tive a felicidade de assistir a todas estas feiras.

Porém, quando ocorre no Brasil, estes mesmos profissionais se negam a ir porque não consideram que seja o mesmo nível de qualidade, em relação às internacionais. Hoje, as feiras brasileiras possuem qualidade igual ou superior a qualquer lugar no mundo. E digo mais uma coisa a você: as nossas feiras não têm nada a dever com as de Hong Kong, Las Vegas, Rússia, Inglaterra e EUA; a nossa feira hoje é uma das mais bonitas e bem montadas do mundo. Há feiras maiores, a de Bolonha por exemplo, na Itália, mas que não possui o mesmo glamour, a mesma beleza, do que as nossas.

No Brasil, devemos nos preocupar com a seleção dos visitantes das feiras, não visamos, a princípio, o público final, mas os profissionais da beleza. E, para isso, devemos desde o início, desenvolver convites vips, com pouca quantidade; convites vendáveis com preço bom e em boa quantidade; e não disponibilizar o credenciamento dos profissionais via internet, porque estes podem escrever o que quiserem, a não ser que tenham a confirmação da profissão, quando da entrada da feira.

Já, dentro das feiras, nos pavilhões, não devemos deixá-los abertos. Fecha-se o box e só poderá entrar quem for profissional de beleza. A última vez que estive em Las Vegas, a feira era bem separada, num lugar só entrava o público e no outro fornecedores. No terceiro ou quarto dia, a feira reservada para o público estava lotada e os fornecedores perguntavam para os donos da feira se não podiam montar algo onde estava o público, pois aonde estavam não havia chegado ninguém.

Para isso, devemos ajudar a vender, ou seja, se eu não coloco uma pessoa especializada para atender o profissional, como é que eu posso vender? Pois, o profissional não esta procurando a beleza da moça que trabalha no balcão, mas os ensinamentos práticos, as novas técnicas e as informações atualizadas.

A tendência das feiras é melhorar cada vez mais. E digo mais uma coisa: o futuro da nossa profissão, dos nossos expositores, depende de cada vez realizarmos mais feiras, porque, para mim feira, como o centro técnico bem administrado, nada mais é do que dar educação técnica. No meu tempo, você dizia uma frase: uma pessoa com uma escova e uma tesoura na mão não passa fome. Agora eu digo para você, uma pessoa com uma escova e uma tesoura na mão, se não souber tudo, passa fome. Porque, hoje o nosso cliente, aquele que compra, ou aquele que vai ao profissional, é globalizado. Ele sabe tudo. Será que nós não paramos no tempo?

As feiras vão continuar, a tendência é crescer e, na verdade, para o futuro, só Deus dirá... e só os bons irão ficar.

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