Matéria da Revista Cabeleireiros.com - Edição 15

ImprimirAté que ponto é bom crescer?

Avalie: 12345

O crescimento sólido de um salão requer planejamento antecipado.

A expansão do salão é um sonho para qualquer profissional ou empresário do setor. Todos querem crescer vencer, progredir e ser visto como um destaque no meio. Abrir novas lojas, atender clientes cada vez mais, e lógico, ganhar mais dinheiro.

Afinal, quem não gosta do sucesso? Crescer é importante, porém é necessária uma estrutura compatível com as necessidades que o crescimento requer, nas áreas administrativa, operacional e financeira. Todos estes fatores envolvem uma expansão e devem ser cuidadosamente analisados.

Insistir em algo, que na fase de planejamento já aponta para uma deficiência estrutural pode se tornar um grande problema. Exemplos não faltam em nosso meio. Bons profissionais tiveram problemas, ao tentar migrar de uma posição sólida num salão pequeno, para a condição de donos de grandes salões, que às vezes duram no máximo um ano. O sucesso, em um processo de expansão, depende de alguns fatores, como:

DINHEIRO - Parece até “chover no molhado”, mas quem quer crescer tem que estar consciente que o retorno pode demorar e as suas despesas fixas, com certeza, irão dobrar. Precisamos ter uma base financeira sólida, para suprir as necessidades iniciais. Tomar cuidado para não trilhar o velho e inevitável caminho do fracasso, que é começar a entrar no limite do cheque especial e dos cartões de crédito.

Para evitar tudo isso, ou o dono do salão se prepara financeiramente com recursos próprios, ou então, deve tentar buscar recursos financeiros em programas de incentivo através do Sebrae, Proger e outros, embora seja uma solução mais complicada.

AMBIENTE FAVORÁVEL - Saber se o mercado está favorável ao tipo de empreendimento não depende só da situação geral do país, mas também, de como a clientela de uma determinada região está sendo atendida pelos salões de beleza já existentes. Nem sempre há um salão que corresponda às expectativas da maioria dos consumidores da região. Vejo que, alguns empreendedores só se preocupam com a aparência. Montam um salão bonito sem pesquisar o que seus clientes estão buscando em serviços, quais as suas carências e desejos. É preciso fazer uma pesquisa avaliando o padrão de consumo da região, para garantir o faturamento que mantenha a estrutura do salão.

Às vezes avaliam assim: “O ponto é bom, temos vários escritórios e empresas por perto”. Que maravilha! Mesmo que o lugar tenha um bom fluxo de clientes, qual o real poder aquisitivo destas pessoas? Quanto elas podem investir em um corte ou quantas vezes costumam ir ao salão por mês? Qual é o estilo de consumo da região? Isto é planejamento estratégico, e sem ele, por melhor que sejam os profissionais e administradores do salão, faltará o principal: O CLIENTE.

PROFISSIONAIS - Para muitos empresários do setor, o profissional é quem faz o salão. O atendimento, simpatia e competência fazem com que um bom cabeleireiro tenha clientes fiéis. O mesmo exemplo serve para as manicures, esteticistas, depiladoras etc. Só que, são poucos os profissionais capazes de fazer e segurar o nome de uma casa, apesar da grande oferta de pessoal no mercado. Quem deseja abrir um novo salão, ou expandir o atual, deverá ter uma equipe formada, treinada e capacitada, pois do contrário, o atendimento não fluirá e o “boca a boca” negativo fará com que o salão quebre. Lembre-se: equipe bem treinada é fundamental.

ADMINISTRAÇÃO - Em relação a funcionários administrativos, as dificuldades são bem maiores, pois são poucas as pessoas capacitadas para trabalhar como auxiliares ou administradores de salão. Não se trata da obtenção de um diploma de “Administração de Salão”, que muitas vezes acabam enfeitando as paredes dos escritórios, mas de pessoas comprometidas e habilitadas para se relacionar com clientes, profissionais e fornecedores. Esta função no salão, normalmente é ocupada pelo próprio dono.

Um conselho: “Se o dono do salão é cabeleireiro e quer aproveitar a “maré boa” do seu sucesso, deverá contar com um bom auxiliar para administrar as contas e o fluxo de trabalho”. A confiança neste profissional deve ser bem avaliada, afinal, você vai deixar os seus negócios nas mãos de outra pessoa. Caso você não encontre alguém com estas características, adie os planos de crescimento por um tempo.

Atualmente, pelo crescimento do setor de beleza no Brasil, está fácil abrir ou expandir o seu negócio. Porém, pode estar ainda mais fácil se afundar com ele, pois além da concorrência elevada, a má qualidade de gestão, aliada à falta de qualidade dos serviços e às vezes até dos profissionais ajudam a formar um salão sem cara, sem diferencial e o mais triste, sem futuro.

Portanto, avalie bem sua condição atual. Analise os prós e contras e sinta o momento certo, pois nem sempre é hora de crescer. O sucesso e a prosperidade conquistam-se a cada dia, degrau por degrau e nem sempre com a rapidez que o nosso coração deseja.

Que Deus abençoe a todos, e até à próxima edição...

Deixe um comentário:



Buscar

Notícias

Newsletter

Assine e receba as novidades da revista em primeira mão.



Publicidade


Revista Cabeleireiros.com

Login Cadastre-se