Matéria da Revista Cabeleireiros.com - Edição 43

ImprimirBeleza em Israel

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entrevista_internacional (5)Profissional de um país que desperta curiosidade no Ocidente, Rafael Rubin fala da moda, beleza e vaidade israelenses

texto: Liana Pires | fotos: divulgação e Raphael Ben Dor

C.C.: Você classifica seu salão, o Motie Rubin, como uma butique de beleza. Qual é a diferença?
R.R.:
Um salão no estilo de uma butique é mais íntimo, menos industrial. Nossos clientes têm uma relação de muitos anos com os profissionais, que são perspicazes quando o assunto são as tendências de moda e beleza. Só temos cabeleireiros seniores, e são eles que executam os trabalhos do começo ao fim.

C.C.: Em seu salão, se uma pessoa não fica satisfeita com o resultado, pode pedir ao cabeleireiro que refaça o trabalho. Por que vocês criaram essa opção?
R.R.:
Geralmente, salões e academias do nosso nível permitem a reelaboração do look se ele não estiver completamente satisfatório. Essa garantia é um diferencial, apesar de ser muito raro um cliente ficar insatisfeito com o trabalho. Isso porque, antes de qualquer movimento, conversamos exaustivamente sobre o visual.

entrevista_internacional (3)C.C.: Como você usa suas coleções para promover o salão?
R.R.:
No momento em que criamos uma coleção, mostramos o elaborado e o casual. Os visuais elaborados costumam ser os “queridinhos” da imprensa israelense e de outros países; os casuais são mais fáceis de reproduzir no salão. Outra forma de divulgação são os shows e workshops que realizamos várias vezes por ano.

C.C.: Você prefere looks comerciais ou vanguardistas?
R.R.:
Prefiro estilos vanguardistas, porque eles estão diretamente relacionados com a criatividade, o trabalho artístico e a liberdade, conceitos que fazem parte da profissão de cabeleireiro.

C.C.: Na criação dos seus visuais, você costuma usar extensões? Tem alguma dica para quem deseja trabalhar com elas?
R.R.:
Nós trabalhamos bastante com extensões e minha dica é esta: seguir as instruções dadas pelo distribuidor e conversar com a cliente antes da aplicação, para ter uma ideia detalhada do resultado a ser alcançado.

entrevista_internacional (2)C.C.: Por que você decidiu abrir sua academia de profissionais de beleza? Quais os diferenciais dela?
R.R.:
Decidi abrir uma academia porque quis compartilhar conhecimentos com as próximas gerações de profissionais. Nas outras escolas, geralmente são ensinados looks específicos.
Na nossa, o grande diferencial das aulas é que as técnicas de corte são divididas em cinco passos. Em cada um deles é possível criar vários visuais, sem ficar restrito a um estilo em particular. Assim, os alunos aprendem um modo de pensar que permite a criação de diversos estilos.

C.C.: Em Israel, como as mulheres cuidam da aparência?
R.R.:
A maioria das mulheres tem cabelos encaracolados e o clima é bem similar ao do Brasil. Elas preferem estilos menos rígidos e sérios, e os mais requisitados são os cortes curtos, como o chanel bem rente à nuca e longo na frente que termina na linha da mandíbula. Israel é um país com pessoas de várias partes do mundo, e elas trazem consigo seus costumes em relação aos cuidados com a aparência.

C.C.: Elas são tradicionais quanto à coloração?
R.R.:
Nossas clientes são mais ousadas, menos convencionais. Elas confiam nos profissionais para colorir o cabelo de uma forma que favoreça a imagem e o estilo pessoal.

entrevista_internacional (4)C.C.: Qual é o maior desafio do cabeleireiro israelense?
R.R.:
O cabeleireiro israelense precisa entender o que o clima do país provoca no cabelo dos clientes. A maior parte do território é muito quente e úmida, e no verão os cabelos sofrem muito com os efeitos dos raios solares. Devemos levar isso em conta quando criamos um estilo e recomendar os produtos corretos para combater essas agressões do clima.

C.C.: E os homens? Eles se preocupam com o visual?
R.R.:
Os israelenses começaram a se preocupar com a aparência recentemente. Hoje, os serviços de estética e de manicure, os tratamentos faciais e as técnicas de depilação para homens são bem aceitos na sociedade.

C.C.: A situação política de Israel influencia o desenvolvimento do mercado de beleza?
R.R.:
É impossível dizer que Israel não tem certos problemas políticos, mas o que vemos nas notícias publicadas em outros países não faz parte do dia a dia. As pessoas vivem suas vidas, trabalham e se divertem assim como no mundo todo, e o mercado de beleza não é afetado. Aqui, também é possível realizar grandes eventos, como a Cosmobeauty, que aconteceu dias 24 e 25 de janeiro. A feira teve a primeira copa para cabeleireiros, maquiadores e manicures. Profissionais do mundo todo marcaram presença.

entrevista_internacional (1)C.C.: Como está o mercado de cosméticos em Israel?
R.R.:
Nos últimos dez anos, os segmentos de moda, beleza e estética se desenvolveram tremendamente, e Israel contribuiu com muitas inovações nessa área. Os produtos compostos por a água do Mar Morto “invadiram” os mercados farmacêutico e cosmético, o que movimentou a economia do segmento no país. Atualmente, nosso salão está criando uma linha de produtos baseados nos minerais do Mar Morto.

Rafael Rubin é diretor artístico da Cosmobeauty, da Organisation Mondiale Coiffure (OMC) e do
Motie Rubin Salon

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