Matéria da Revista Cabeleireiros.com - Edição 50

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meia_noite_em_paris (1)Ao mesclar realidade e fantasia, Woody Allen faz de Meia-noite em Paris um programa delicioso regado às melhores caracterizações de época

texto: Eder Garrido | fotos: divulgação

Apesar de nutrir um sentimento especial por Nova York, cidade onde nasceu e na qual produziu alguns de seus filmes mais famosos, Woody Allen não raramente seleciona outros países para realizar seus trabalhos. Foi assim com a Espanha, no ótimo Vicky Cristina Barcelona (2008); agora o mesmo ocorre com a película Meia-noite em Paris. Na trama, a capital francesa emoldura a história de Gil (Owen Wilson), um escritor apaixonado por artes que vai à Cidade Luz na companhia da noiva, Inez (Rachel McAdams), e dos pais dela, duas figuras cujo hobby é criticar os franceses e enaltecer os Estados Unidos.

meia_noite_em_paris (2)Enquanto visita alguns pontos turísticos, como os jardins de Versalles, onde estão estátuas do artista plástico Rodin, Gil deslumbra-se e imagina como teria sido sua vida (menos fútil e mais intelectualmente intensa) se tivesse nascido no início do século 20.

Seu desejo não é atendido, mas adaptado. À noite, ao sair para passear sozinho, ele pega carona em um carro antigo, repleto de pessoas com figurinos de época, sendo transportado para os anos 1920. Mais precisamente para a alta sociedade frequentada pelo pintor Pablo Picasso, pelo cineasta Luis Buñuel e pelos escritores F. Scott Fitzgerald e Ernest Hemingway. Um paraíso para quem devotou tanto tempo a essas figuras.

Gil passa a pegar “carona” todas as noites, sempre sozinho, e durante as discussões sobre filosofia, costumes e inspirações, encanta-se por Adriana (Marion Cottilard), musa de um dos quadros de Picasso. Nesse momento, o filme entra em uma discussão curiosa: ela não é feliz nos anos 1920 e acredita que o ápice da vida ocorreu durante a Belle Époque. Assim, o cineasta mostra que, seja hoje, seja ontem, seja amanhã, ninguém está satisfeito no próprio tempo.

meia_noite_em_paris (3)Além da ótima trama, é impossível não dar crédito aos visuais minuciosos dos atores, sobretudo àqueles que interpretam as figuras de época. O penteado ondulado de Marion Cottilard, por exemplo, com cachos fechados e pouco volume, é um clássico que sempre volta à cena com alguma adaptação.

As madeixas de Zelda Fitzgerald (Alison Pill) também merecem destaque. Fios loiros com uma divisão lateral, cachos suaves e com volume são recorrentes às mulheres da época. E os figurinos? São repletos de babados, casacos de pele e vestidos bufantes para ninguém botar defeito. E engrandecem ainda mais essa viagem por Paris.

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