Matéria da Revista Cabeleireiros.com - Edição 26

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Mitos e verdades sobre tratamentos estéticos povoam o imaginário das mulheres durante a gravidez. Confira o que pode ou não ser realizado nesse período

Definitivamente, a maternidade faz parte do ideário feminino. Salvo exceções, mesmo as menos vaidosas se deixam abalar pelas alterações que o organismo sofre para abrigar um bebê. A barriga e os seios aumentam, os hormônios ficam em polvorosa, os enjôos são uma constante, os lábios tornam-se mais carnudos e mãos, pés, braços e pernas ficam inchados.

É exatamente por todas essas mudanças que a preocupação com os cuidados estéticos fica visível. “Durante a gravidez, as mulheres tendem a ficar sensibilizadas e procuram com mais freqüência os serviços de beleza. De maneira geral, elas gostam de fazer limpeza de pele, massagem, tratamento nas mãos e nos pés, hidratação nos cabelos e ofurô”, revela Robson Trindade, proprietário do salão paulistano Red Door.

Mas durante essa fase muitas dúvidas podem surgir com relação aos tratamentos estéticos que são permitidos: pintar os cabelos afeta a formação do bebê? E a drenagem linfática? Segundo a obstetra Elisabete Dobao, do centro médico carioca Downtown, “estando bem orientada pelo profissional que a acompanha, a grávida pode receber diversos tratamentos estéticos e utilizar cosméticos e medicamentos especiais para sua condição. Hoje, existem no mercado produtos específicos e desenvolvidos para esta fase da vida feminina”. Dessa forma, é mais do que indicado o uso de fotoprotetores, hidratantes, despigmentantes e medicamentos para acne, massoterapia, entre outros.

Cabelos

Independentemente do procedimento estético que será realizado, é necessário que a grávida consulte seu médico antes. Tratando-se dos cabelos, dermatologistas, obstetras e hairstylists são categóricos ao afirmar que não está completamente contra-indicado o uso de tinturas. “É recomendado optar por produtos industrializados e evitar misturas entre eles, as quais podem gerar combinações químicas imprevisíveis. No entanto, é fundamental deixar de lado tinturas cuja fórmula contenha acetato de chumbo”, informa Elisabete Dobao.

De maneira geral, recomenda-se evitar as tinturas nos primeiros três meses de gravidez ou, caso seja necessário, fazer somente uma aplicação durante esse período, para uniformizar a cor e aproximá-la da original. Esse processo diminui também a necessidade de retoques. “Para que a tintura não tenha contato com o couro cabeludo, a Kert lançou o Nuxia Flash-Up, um aditivo de proteção que mascara os odores do processo químico”, explica Robson Trindade. “Alisamentos, permanentes e escovas progressivas podem ser adiados, já que algumas grávidas sentem-se mal por causa de odores fortes e da necessidade de ficar sentadas por longo tempo. São desaconselhados quaisquer procedimentos deste tipo que nunca tenham sido experimentados antes, para evitar reações alérgicas”, informa a dermatologista Lígia Kogos.

Cortes curtos e práticos também são uma boa dica, já que a queda de cabelos pode assustar as mamães após o quarto mês de nascimento do bebê. “Essa fase é marcada pela normalização dos hormônios. É como se os fios sentissem a falta daquela fartura de hormônios que ocorria na gravidez”, diz Lígia Kogos.

Pele

Manchas, estrias e aumento de peso são três dos “fantasmas” que assolam as mulheres na gravidez. Nesse período, elas têm vulnerabilidade à luz solar e desenvolvem facilmente uma mancha castanho-escura chamada cloasma, que pode aparecer na face, nas bochechas, na testa e no buço. “O uso de filtro solar diário com FPS 15 é importante a partir do terceiro mês. Na praia, piscina e durante caminhadas, é melhor optar pelos com protetores com FPS 30, além do uso de chapéus ou viseiras”, alerta Lígia Kogos.

Na gravidez pode ocorrer também uma predisposição a cravos e espinhas. Por isso, a limpeza de pele feita em clínicas especializadas e a limpeza diária em casa são recomendadas. Quem tem tendência à oleosidade pode usar, no entro da face, um sabonete à base de ácido salicílico, que limpa profundamente, seguido de uma loção hidroalcoólica, adstringente ou tônica, que retira os resíduos de poluição e maquiagem.

No corpo, evitar massagens intensas, que provoquem dor, e nunca usar substâncias por via oral para fins estéticos são dicas preciosas. “Nessa fase, os profissionais estéticos devem evitar dar conselhos baseados em crendices populares. O indicado é propor o tratamento, pedir a opinião e o consentimento do obstetra, usar produtos de marcas reconhecidas e entender que naquele momento há outra vida em questão, para a qual a estética não é fundamental”, conclui Elisabete Dobao

Confira os procedimentos não-recomendados e os permitidos pela dermatologista Lígia Kogos na edição impressa da Revista Cabeleireiros.com

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