Matéria da Revista Cabeleireiros.com - Edição 45

ImprimirBom comportamento

Avalie: 12345

artigo_oswaldo (1)Ter profissionais que sabem se vestir e agir adequadamente é uma das chaves para o sucesso

Osvaldo Alcântara: consultor de negócios

Se você se preocupa em encher o salão de beleza de lâmpadas e espelhos e se esquece de cuidar da própria imagem, não tenha tanta certeza de que os clientes se impressionarão apenas pelo espaço. De nada adianta ter um local de trabalho lindo se a apresentação pessoal fica em segundo plano. Por isso o uso do uniforme é tão importante. E não importa o tamanho do estabelecimento. Seja com uma equipe de dez ou de 50 profissionais, essa padronização é necessária. Poucas coisas são mais desagradáveis para o cliente do que ser atendido por uma cabeleireira ou manicure com uma blusa amassada, manchada ou com decote  escandaloso.

Nada disso cabe no ambiente profissional. O uniforme pode até ser simples, em um tom claro, mas deve ser exclusivo e ter o nome do salão bordado ou estampado.

E atenção: esse figurino só deve ser usado no local de trabalho! Nada de ir almoçar ou andar pela rua com ele. O uniforme pode até variar de tom no caso de o salão ter profissionais com diferentes funções. É interessante a ideia da identificação imediata por parte do cliente, que sai de casa esperando por um atendimento diferenciado e até prefere pagar mais caro por essa qualidade. Técnica e higiene devem andar de mãos dadas em um empreendimento de beleza, pois uma não é suficiente sem a presença da outra.

A capa também é indispensável em vários momentos, como na hora da coloração. Nesse caso, dê preferência às de cor escura, que escondem possíveis manchas causadas por tintas que espirraram. Com ela, o uniforme fica a salvo e a credibilidade do profissional – e, por consequência, do salão – só aumenta.

artigo_oswaldo (2)O uso daquela “cinta” na cintura para colocar os acessórios de trabalho é outro desastre. Mais correto é ter um assistente ou um carrinho auxiliar, que evitam o risco de o material de trabalho cair no chão, sujar ou até se danificar.

É vital que as manicures mantenham as unhas feitas e com um bom esmalte. Essa mania de passar o pior esmalte do carrinho só serve para sabotá-la. A profissional é o cartão de visitas do salão e deve ser uma vitrine da moda. Hoje, as empresas de cosméticos não lançam apenas um esmalte, mas sim coleções, e a manicure precisa apresentá-las às clientes estando sempre com uma cor diferente nas unhas. E, no momento de atender, as luvas nunca devem ser dispensadas.

O mesmo grau de importância tem a higienização das mãos entre um atendimento e outro, e isso vale para qualquer profissional. Clientes reparam em tudo e exigem um atendimento primoroso, que começa logo na apresentação. Parece atraente ser atendido por uma cabeleireira que acaba de fumar e vem mexer nos seus cabelos? Ou por uma colorista que sugere uma cor, mas tem uma raiz branca gritante? Nem um pouco, não é?

E um recado para cabeleireiros, manicures e esteticistas: fazer atendimentos com os cabelos soltos, nem pensar! Menos ainda usando perfume forte. Acessórios em excesso também não são indicados. Essa conduta chamativa pode causar desconforto e afastar clientes. Outro pecado capital é estabelecer intimidades com os fregueses. Nada de chamar por apelidos, usar termos impróprios ou perguntar da vida desta ou daquela vizinha.

Há alguns anos, uma famosa loja contratou eliminadas do concurso Miss São Paulo. Foi um desastre. De tão lindas, elas intimidavam as mulheres e as vendas desabaram. O profissional precisa se colocar no lugar do cliente, para ter um termômetro de como agir.

Deixe um comentário:



Buscar

Notícias

Newsletter

Assine e receba as novidades da revista em primeira mão.



Publicidade


Revista Cabeleireiros.com

Login Cadastre-se