Matéria da Revista Cabeleireiros.com - Edição 26

ImprimirBronzeamento - Cor do sol

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O bronzeamento artificial deixa a pele mais bonita durante o verão. Porém, exibir uma cor dourada exige certos cuidados. Confira algumas dicas para não passar apuros

Falar em sol, praia, piscina e pele bronzeada é a mesma coisa que descrever a “cara” do verão, não é mesmo? A cor da estação está estampada nos corpos das brasileiras que adoram o clima tropical do País. Porém, como é de conhecimento geral, a exposição demasiada ao sol faz estragos na pele. Por isso, é preciso se prevenir para aproveitar a estação sem prejudicar a saúde.

Quem gosta de longas exposições ao sol pode dizer adeus. Não é possível brincar com a radiação solar, que está cada vez mais intensa devido ao aquecimento global e ao efeito estufa. Como alternativa, muitas mulheres recorrem a métodos de bronzeamento artificial, mas esquecem de que eles também merecem precauções. Com 30 anos de experiência na área de beleza, Sônia Corazza, engenheira química especializada em cosmetologia, alerta: “Aquela cor dourada que as mulheres gostam de exibir é simplesmente a reação que o organismo desencadeia como uma forma de proteger as células contra a radiação ultravioleta”.

É importante saber que há uma grande diferença entre tomar sol e se expor às câmaras de bronzeamento. “A luz do sol é formada por radiação e ondas, entre elas os raios ultravioleta (UV) e infravermelho (IR), que exercem efeitos significativos sobre a pele. Já o UVA, emitido pelas câmaras de bronzeamento, é responsável pelo envelhecimento da pele e pode até por câncer. Ele penetra profundamente na pele, alterando as fibras elásticas e colágenas, provocando rugas e manchas”, diz a engenheira química.

O dermatologista Abdiel Figueira Lima, do centro médico carioca Downtown, afirma que o bronzeamento realizado com lâmpadas ultravioleta não é recomendado pela Sociedade Brasileira de Dermatologia. “Nós temos tolerância ao jet bronze ou ao autobronzeamento desde que não haja uma reação alérgica na pele e não haja disponibilidade de tomar sol de maneira consciente. De um modo geral, a primeira opção pode ser usada toda semana, mas é recomendado que seja feita quinzenalmente”.

No processo de bronzeamento da pele, seja qual for a alternativa selecionada, é importante lembrar que os alimentos também ajudam a manter a cor e a saúde da cútis. Manter uma dieta equilibrada, consumir bastante água e investir em vegetais que contêm carotenóides ajudam na pigmentação benéfica e protetora da pele. Alguns exemplos são os alimentos que apresentam os tons verde-escuro e alaranjado, como a rúcula, o agrião, a cenoura e a abóbora. “Independentemente dos cuidados com a alimentação, se a pessoa está afastada do sol há um bom tempo, não deve querer se bronzear da noite para o dia. É necessário fazer um programa crescente de exposição, de modo que a pele vá se acomodando. Nos primeiros dias, por exemplo, 15 minutos, e depois aumenta-se progressivamente o tempo de exposição”, aconselha o médico.

A maioria dos dermatologistas é categórica ao dizer que o autobronzeamento é a alternativa mais segura. Os produtos utilizados para esse fim são formulados com substâncias que provocam uma reação química segura, que pigmenta a camada externa da pele sem predispor a cútis à radiação. Os mais indicados são os cosméticos que contêm DHA (dihidroxiacetona) e eritrulose, substâncias que reagem com os aminoácidos da queratina da pele, formando um pigmento marrom.

Viviane Nakama, gerente marketing da Sol Pleno, marca especializada em fabricação de produtos de autobronzeamento, explica como funciona esta alternativa.”Qualquer pessoa pode usar o produto, porque ele não penetra na corrente sangüínea, porém, recomendamos que gestantes e mães que estejam amamentando solicitem a autorização do médico. Após a aplicação do bronzeamento a jato, recomendamos que não haja exposição ao sol por oito horas”, afirma.

Para obter uma cor-base, recomenda-se fazer duas sessões na primeira semana com intervalo mínimo de um dia entre elas, e outra sessão com um intervalo máximo de até três dias para manutenção do bronzeamento. Após a aplicação do jet-bronze, é necessário evitar água durante oito horas, além de usar roupas leves, largas e escuras. “A dica é fazer uma esfoliação na pele antes da primeira aplicação e depilar com um mínimo 48 horas de antecedência. A esfoliação retira as células mortas, contribuindo para o bronzeado se fixe melhor na pele.”, ressalta Viviane.

Para quem opta pela utilização de cremes, uma dica importante para manter a pele bem hidratada é escolher um cosmético cuja fórmula leve vitaminas umectantes e antioxidantes, como o pantenol e a vitamina E, além de lipídeos vegetais, como o óleo de semente de uva e o germe de trigo.

Outras formas viáveis para o autobronzeamento são eficazes, porém temporárias, como as aplicações de pós-bronzeador. Ele bronzeia e proporciona um efeito iluminado à pele. Há também o gel tonalizante para o corpo e o rosto. Por meio de micropartículas douradas, ele ilumina e hidrata a pele

Radiações perigosas

A radiação infravermelha eleva a temperatura do corpo, fazendo-o suar e causando vermelhidão. Já os raios ultravioleta são responsáveis pela maioria dos efeitos negativos da luz solar, veja só:

Ultravioleta A: atravessa a epiderme e atinge as camadas mais profundas da pele. Promove o bronzeado e causa uma vermelhidão fraca, mas a exposição contínua provoca
alterações irreversíveis nas fibras de colágeno, causando o envelhecimento cutâneo precoce, além de favorecer o aparecimento de câncer de pele.

Ultravioleta B: é responsável pela queimadura solar. Bronzeia pouco, mas seu efeito benéfico se dá pela transformação do ergosterol epidérmico em vitamina D. É responsável pela destruição celular e, a longo prazo, provoca lesões que podem se transformar em câncer de pele.

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