Matéria da Revista Cabeleireiros.com - Edição 46

ImprimirCabeleireiro ou empresário?

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entrevista_internacional (2)Se surgirem dúvidas de qual profissão escolher, siga o exemplo de sucesso do italiano Carlo Bay e opte pelas duas carreiras!

texto: Liana Pires | fotos: divulgação

Cabeleireiros.com: Você transformou a sua paixão pelos cabelos em um negócio de sucesso. Quais são os segredos para isso?
Carlo Bay:
A parte mais bonita da profissão de cabeleireiro é, sem dúvida, o trabalho criativo, seguido de corte, cor e estilização. Mas, se você desenvolve isso tudo de maneira descoordenada e de acordo com  seu “humor”, não consegue progredir na carreira. É por essa questão que desenvolvi um método de trabalho preciso que desenvolve múltiplos talentos, inclusive o tino para os negócios, marketing e comunicação. Isso facilitou meu reconhecimento e a formação de muitos jovens cabeleireiros.

C.C.: Qual foi sua contribuição para o processo de criação e manufatura dos produtos Carlo Bay? O que eles têm de diferente?
C.B.:
A criação da linha Carlo Bay foi projetada para ter produtos que auxiliassem na realização das fantasias dos profissionais da beleza. A ideia foi fazer uma linha de cosméticos comercializável e que fosse verdadeiramente única [As linhas Hair Care, Make-up e Botanica são compostas de xampus, máscaras, sprays, géis, óleos, escovas, ceras, esmaltes, pincéis, produtos de maquiagem e outros].

C.C.: Você também tem uma linha de make-up. De que forma a maquiagem influencia no trabalho do cabeleireiro?
C.B.:
Há muito tempo, virou moda os cabeleireiros falarem de look total, mas muitos continuam fazendo somente cabelo, sem se preocupar com outros complementos de beleza. Para minha clientela, eu ofereço um serviço em 360 graus, de acordo com as tendências de moda e as características individuais. Assim, dou sugestões de forma, cor, comprimento... Também aproveito
para sugerir o make-up que mais combina para cada ocasião, apresentando os produtos da minha linha. Nada mal, não?

entrevista_internacional (1)C.C.: Quais são as dificuldades de comandar uma rede com mais de 20 salões de beleza?
C.B.:
As dificuldades em ter um ou  20 salões de beleza são as mesmas. Motivar um grupo de profissionais é o segredo para um negócio bem-sucedido, e nisso tenho facilidade porque também sou educador. O sucesso do salão não se consegue sozinho, mas graças ao trabalho de equipe.

C.C.: Como manter o controle de qualidade e a padronização de todas as franquias?
C.B.:
O público-alvo dos meus salões são clientes ricos que exigem um trabalho impecável. Por esse motivo, a técnica de trabalho e o marketing não podem ser fruto do que cada profissional acha certo. Estabeleci a filosofia da marca e ela serve de linha-guia para todos respeitarem e aplicarem. Hoje, são mais de 20 salões de sucesso.

entrevista_internacional (3)C.C.: Sua filosofia é: “É melhor fazer coisas normais de um modo extraordinário, do que fazer algo extraordinário de maneira normal”. Que habilidades o profissional precisa para alcançar essa forma extraordinária de trabalho?
C.B.:
Cortar o cabelo e criar um visual que realce a beleza da mulher são coisas completamente diferentes. Por isso, é fundamental que o profissional tenha em seu salão um grupo de talentos que compartilham a inspiração e a dedicação pela beleza feminina. Muitos colegas de profissão se perdem no momento de fazer um corte perfeito porque não compreendem essa filosofia.

C.C.: O que consiste o Carlo Bay Club? Quais são as vantagens desse sistema para os associados?
C.B.:
O Carlo Bay Club é uma rede de cerca de 200 estilistas que seguem o método Carlo Bay sem serem franqueados. Assim, eles mantêm a qualidade do serviço elevada, mas asseguram a independência de seus negócios. O grande segredo do clube é a criação de técnicas corriqueiras que são executadas para garantir um resultado extraordinário.

C.C.: É possível estar na moda com cabelos compridos e sem química?
C.B.:
Hoje, o termômetro para a mulher verificar se está na moda é quando olham para ela e dizem: “Bela...”. Quando o corte e a coloração são agradáveis, é porque há harmonia entre corpo, cabelo e figurino. A mulher que alcança esse objetivo está na moda.

C.C.: O que mudou em relação aos critérios de beleza do tempo em que você começou sua carreira e hoje?
C.B.:
A mudança principal é a de conceito. Antes, se dizia: “Belo corte!”. Hoje, se diz: “Belo look!”.

C.C.: As colorações monocromáticas voltaram? As mulheres ainda são resistentes a essa tendência?
C.B.:
Muitas mulheres estão mais bem informadas do que os estilistas. Para as mais tradicionais, o profissional, em vez de falar de coloração, poderia sugerir mechas que valorizam o rosto e corte. É mais fácil do que emplacar todas as cores. Plumagem, gradação que vem do escuro para o claro e comprimentos que dão profundidade ao corte são as tendências atuais.

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