Matéria da Revista Cabeleireiros.com - Edição 49

ImprimirCabelo, tesoura e régua

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geometria (4)Os cortes geométricos são a bola da vez. Saiba tudo sobre eles!

texto: Rebeca Alcoba | fotos: David Mana e Andres Reynaga

Nos anos 1920, eles despontavam nas cabeças das mulheres mais polêmicas da sociedade: as melindrosas. Já na década de 1960, os cortes geométricos voltaram à tona sem melindres pelas tesouras famosas de Vidal Sassoon.

Falar em corte geométrico é o mesmo que pegar um voo direto para a Londres sessentinha, onde três nomes explicam o porquê dessa tendência ser tão forte até hoje. Na moda, imperavam as criações de Mary Quant, a estilista que inventou a minissaia. O rosto da época era Twiggy, assídua consumidora das roupas de Quant e frequentadora do salão de Sassoon. Foi ele quem reduziu ao mínimo os fios da modelo, em um corte que se tornou ícone da época. Também cortou as madeixas de Mary Quant, colocando em pauta o corte de cinco pontas (Five point cut). Pronto, a trinca estava formada!

geometria (1)Resta saber como esse estilo foi transportado para os dias de hoje. “As técnicas criadas por Sassoon são clássicas, mas acabam sendo utilizadas de maneiras diferentes para fazer looks contemporâneos”, comenta Neandro Ferreira, cabeleireiro adepto do estilo. A prova viva de que é possível repaginar a geometria está no visual da atriz Bruna Linzmeyer, a Leila da novela Insensato coração, da Rede Globo. Foi pelas tesouras de Neandro que nasceu o novo visual dela: fios curtíssimos, contornos retos e certa assimetria.

Outras brasileiras famosas também aderiram ao estilo. Milena Toscano mal saiu da novela Araguaia e abandonou o alongamento para investir no chanel. Já a atriz Andréa Beltrão deixou as madeixas curtinhas, lembrando bastante o visual de Twiggy.

geometria (2)Em dúvida sobre como definir esse tipo de corte? Basta saber que as linhas devem ser retas, independentemente de estarem na horizontal, na vertical ou na diagonal, para frente ou para trás. É o que afirma Luciana Nilo, educadora da Pivot Point. Isso não interfere na texturização ou assimetria do trabalho. “É ideal usar assimetria na proporção 1/3: 2/3. Esse conceito pode ser utilizado em cortes mistos, que estão entre geométrico e convencional”, explica.

Como a técnica abre espaço para a texturização, a navalha é bem-vinda somente nesse momento. Vera Flecher, coordenadora-técnica da BSG, alerta que o instrumento mais preciso para esse design é a tesoura.

geometria (3)Em relação às características presentes na tendência atual, confirma-se a soberania dos cabelos curtos a médios, quase sempre acompanhados por franjas. Experts concordam que as linhas geométricas aparecem mais nos comprimentos curtos e nos cabelos lisos. “Se o objetivo for evidenciar a geometria, é ideal fazê-lo em fios lisos. Mas o mesmo estilo pode ser usado para dar estrutura a um corte cacheado”, acrescenta a educadora.

Quanto à usabilidade, as franjas merecem atenção especial por suas características retas e curtas. “Elas ficam melhor em rostos ovais, e devem ser evitadas por mulheres de estatura baixa e idade madura”, comenta Vera.

Por incrível que pareça, a manutenção é simples. Ela confirma que esses cortes são fáceis de cuidar, pois apresentam bom caimento, principalmente quando adequados à textura dos fios. Para Neandro, a estrutura do corte explica a facilidade em lidar com ele. “É mais fácil de manter, pois tem uma base corretamente técnica. O cabelo também cresce no mesmo formato”, finaliza.

Galeria de fotos:

  • Rosie Collection | Carole Haddad
  • Chrome | Sanrizz
  • Bruna Linzmeyer
  • Andrea Beltrão
  • Emma Watson
  • Selena Gomez

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