Matéria da Revista Cabeleireiros.com - Edição 42

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Abre aspas (3)Quais são as atitudes certas para alisar e relaxar os fios sem comprometer a saúde deles

texto: Rebeca Alcoba | fotos: divulgação  

Estrutura capilar
Certo:
avaliar a estrutura capilar e ter bom senso e responsabilidade antes de qualquer procedimento. Lembre-se que os bons produtos químicos são depositados na segunda camada do fio (córtex).
Errado: usar produtos químicos que afetam a medula do cabelo, ou seja, a primeira camada de dentro para fora, que é formada por sangue e oxigênio e é a única parte da célula morta (fio) que tem conexão com a célula viva (raiz). Quando essa camada é afetada, surgem alterações na estrutura da raiz e do fio, que tende a ficar anêmico e atrofiado. É o que ocorre com o uso de produtos à base de formol.
Patrícia Maciel, terapeuta capilar

Mudança de percurso
Certo:
trocar a química sem deixar o cabelo totalmente virgem mediante a realização de um diagnóstico preciso e a aplicação de produtos compatíveis com os usados anteriormente.
Errado: trocar o princípio ativo sem analisar a estrutura capilar. Mesmo que seja respeitado o intervalo entre as aplicações, podem ocorrer estragos a ponto de o crescimento do cabelo ser prejudicado.
Denylson Azevedo, cabeleireiro do Jacques Janine Jardim Paulista

Dosagem de amônia
Certo:
usar amônia em cabelos crespos, ondulados, cacheados ou lisos e volumosos. Ela serve para fazer alisamento, relaxamento e escovas definitiva e progressiva. As variações e as técnicas são determinadas pelo percentual da substância.
Errado: fazer retoques em intervalos mais curtos do que quatro meses, o que enfraquece o cabelo e desencadeia um processo de corte químico, no qual o crescimento da raiz não compensa a quebra das pontas.
Alda Tenório, coordenadora técnica da Cless Cosméticos

Abre aspas (2)Química X espessura do fio
Certo:
verificar qual substância (tioglicolato, guanidina, amônia ou hidróxido de sódio) é a mais indicada para o cabelo que será submetido à transformação. Para isso, é fundamental analisar a ondulação e a espessura
dos fios, as quais determinam o tempo de ação do produto químico.
Errado: utilizar tioglicolato em cabelos finos e resistentes, que não podem ficar muito tempo expostos à substância. Eles precisam de um cosmético que aja rápido e com eficiência, como a guanidina.
Camila Marques, responsável pela divisão Lisa Hair, da Embelleze

Progressivamente lisos
Certo:
optar por produtos liberados pela Anvisa, formulados com no máximo 0,02% de formol e adequados para o tipo de cabelo da cliente. Hoje, existem progressivas “turbinadas” com queratina e algumas são à base de tioglicolato de amônia, não sendo indicadas para cabelos loiros.
Errado: manipular os produtos de forma indevida, inventando “fórmulas” mirabolantes. Fuja delas!
Paulo Paes, cabeleireiro do salão Yes Hair Fashion

Henê: usar ou não?
Certo:
aplicar henê em cabelos virgens. Se já houver outra química, respeitar uma distância segura
de onde está o produto ou aguardar o intervalo de um ano. Mas eu recomendo que se evite o uso de
henês, pois eles são muito prejudiciais aos cabelos.
Errado: usar qualquer tipo de química com o henê, pois o componente básico dele, o pirogalol, é incompatível com qualquer outro princípio ativo, seja o tioglicolato, seja a guanidina. A combinação, além de ressecar o cabelo, pode ocasionar corte químico.
Sylvio Rezende, cabeleireiro

Confira também:

Guanidina e os mitos sobre relaxamento de cabelo

 

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