Matéria da Revista Cabeleireiros.com - Edição 14

ImprimirColoração e Pigmentos: Perguntas e Respostas II

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A cada dia surgem novos produtos e procedimentos a serem utilizados na coloração, que exige do profissional muita prática e informação para realizar, de maneira correta, esta técnica.

Dando seqüência ao nosso trabalho de esclarecer as principais dúvidas de nossos leitores sobre coloração e pigmentos, respondemos aqui duas perguntas interessantes que facilitarão o desempenho do profissional cabeleireiro.

O que eu preciso fazer para escurecer um cabelo muito claro, com sucesso?

Em um cabelo na cor natural 5 e com pontas na altura de tom 10, o que eu faço para uniformizar na cor natural sem que fique verde?

Estas questões têm respostas semelhantes que se complementam:

Quando um cabelo passa por um processo de descoloração, além de perder os pigmentos naturais ele sofre também uma perda de outros nutrientes causando assim uma determinada porosidade, que é agravada se no processo for usada uma fonte de calor. Esta porosidade e a falta de nutrientes dificultam a fixação da cor, que está relacionada com o estado do cabelo.

Quando um cabelo está muito claro, na altura de um tom 10, ele é declarado quimicamente sem pigmento, o que exige técnicas de reposição dos pigmentos que faltam. A cor natural de um cabelo contém azul, vermelho e amarelo: quanto mais azul mais escuro, o castanho claro contém mais vermelho e o louro mais amarelo. Quando vamos descolorir um cabelo o primeiro pigmento eliminado é o azul e o cabelo passa a ficar avermelhado. Mantendo o tempo de pausa passamos a retirar o vermelho, ficando alaranjado até o amarelo, e quando retiramos todo o amarelo o cabelo fica esbranquiçado e geralmente quebradiço. Quanto mais descolorido maiores os cuidados com a manutenção.

No processo de escurecer os cabelos descoloridos essa regra é usada de forma inversa. Toda coloração é feita para clarear os cabelos e deixá-los o mais natural possível, sem o aspecto avermelhado. Para que isto ocorra se faz necessário, no processo fabril, adicionar a contra cor do vermelho na sua formulação. Esta contra cor como sabemos é esverdeada, por isso não se escurece cabelo descolorido com tom natural, para não correr o risco de ficar verde ou muito cinza. Para este procedimento existem técnicas de pré-pigmentação ou repigmentação, confira:

Primeira técnica e mais antiga:

Escolha a cor e aplique um tom mais claro, com nuance acobreada ou avermelhada, pura ou com água morna; logo em seguida prepare a cor desejada e aplique com oxidante de 20 volumes com o tempo de pausa de 35 minutos.

Exemplo:

• O cabelo está com o tom 10.
• A cor desejada 5.
• A cor a ser aplicada na pré-pigmentação: um 6 avermelhado ou acobreado, que pode ser aplicado puro ou com água morna.
• Em seguida aplique a cor desejada 5 com oxidante de 20 volumes e tempo de pausa de 35 minutos.

Segunda técnica:

Escolha a cor e aplique um tonalizante ou uma coloração com oxidante de, no máximo, 10 volumes, um tom mais claro com nuance acobreada, avermelhada ou dourada, deixe em pausa por 20 minutos, enxágüe, e logo em seguida prepare a cor desejada com oxidante de 20 volumes e tempo de pausa de 35 minutos.

Exemplo:

• O cabelo está com o tom 10.
• A cor desejada 5.
• Tonalizar com 6 com nuance acobreada, avermelhada ou dourada e tempo de pausa de 20 minutos.
• Enxágüe.
• Aplicar a coloração 5 com oxidante de 20 volumes. Tempo de pausa de 35 minutos.

Terceira técnica:

Aplicar uma cor com um tom mais escuro que a desejada, com nuance dourada, deixar agir por 40 minutos e enxaguar. Esta técnica facilita voltar à cor mais clara, caso a cliente resolva, fato que seria muito difícil nas técnicas acima. Porém, o que predomina aqui é a técnica de aplicação, que deve ser precisa e minuciosa em todos os detalhes.

Exemplo:

• O cabelo está com tom 10.
• A cor desejada 5.
• Preparar a cor 4 com nuance dourada um pouco mais do que usaria normalmente; tempo de pausa de 40 minutos.
• Massagear mecha por mecha a cada 10 minutos.
• A cada massagem observar onde houve maior absorção da tinta e ir reaplicando nessas regiões o que sobrou da cumbuca.
• Enxaguar e aplicar um condicionador com pH abaixo de 3,5; de preferência não aplicar shampoo, ou caso não seja possível, aplicar shampoo com pH abaixo de 4,5.

Esta última técnica é uma das mais modernas, e para utilizá-la dependerá muito da qualidade e da quantidade de pigmento utilizado na coloração. Como não é possível determinar este fator através do rótulo, o cabeleireiro deve entrar em contato com o departamento técnico da empresa de coloração e se informar qual a melhor técnica aconselhável para este processo.

Com a abertura do mercado brasileiro vieram novos produtos, e com isso novos conceitos e técnicas. O produto é simplesmente uma ferramenta na mão de um profissional, por isso não existe produto que substitua o profissional cabeleireiro com seu diagnóstico e sua aplicação. O que podemos fazer é fornecer conhecimentos, que aumentam a capacidade técnica do profissional, para que ele utilize esta ferramenta com mais êxito colocando em prática a colorimetria moderna.

2 Comentários:

  1. Foto: JÉH
    JÉH: 18/11/2010 às 14:57
    depende do seu cabelo se for um cabelo saudavel vc pode fazer as luzes depois, senão ele pode quebrar no processo de clariamento
  2. Foto: MARI
    MARI: 11/02/2010 às 17:05
    comprei a tintura vero k-pak da joico no tom claro cast. dour. p/ pré pigmentar e méd. cast. acinz. p/ tonalizar, e o processo q a marca usa vai o rev. 10vol e tb a queratina hidrolisada e o tempo é de até 20min. Tenho atualmente o cabelo no tom 10 e quero escurecer c/ o intuito de voltar a fazer luzes claras, o processo não implicará p/ clareá-lo novamente? bjOks, aguardo.
    Telynhah - Ctba/PR


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