Matéria da Revista Cabeleireiros.com - Edição 10

ImprimirColoração - Arte com técnica II

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O sucesso da coloração capilar está nas condições do fio de cabelo.

Na edição anterior escrevemos sobre conceito de trabalho do colorista. Dando continuidade ao assunto abordaremos mais um tópico, referente à arte de colorir, estabelecido na primeira matéria: “Observar, através do diagnóstico, qual a condição do fio, pois isso está relacionado com a conservação da cor”.

Antigamente, o processo de coloração gerava mal-estar nas clientes pelo estado em que ficava o fio. Após a coloração o cabelo podia até ter uma boa cor, mas perdia a maleabilidade, o brilho e o toque. Hoje, este problema foi solucionado pela evolução tecnológica dos cosméticos utilizados. Além de pigmentos de melhor qualidade os produtos são aditivados com proteínas e substâncias hidratantes, que conseguem colorir sem gerar nenhum dano ao cabelo e até em alguns casos promovem a melhoria no estado do fio.

Certos fatores determinados pelo diagnóstico, feito antes da aplicação, garantem o êxito da coloração:

O estado do couro cabeludo – Não se deve aplicar a química se o couro cabeludo apresentar vermelhidão, irritação ou qualquer inflamação cutânea. O certo é sugerir que a cliente procure um dermatologista.

O estado do fio de cabelo – Durante o diagnóstico, algumas características do fio devem ser observadas:

A espessura: quanto mais grosso é o fio maior deve ser o depósito de coloração sobre o mesmo.

A porosidade: está relacionada com as condições das cutículas. Estando elevadas ou danificadas dificultam o reflexo de luz e retenção de pigmentos causando o desbotamento rápido da cor. Principalmente se for um vermelho, que tem o menor tamanho de pigmento e se perde com mais facilidade, ou cria uma cor opaca.

A resistência: relaciona-se com o grau extremo de porosidade, ocasionado por uma perda protéica muito grande, impossibilitando qualquer processo químico. Quanto mais saudável estiver o fio de cabelo melhor o brilho e a fixação da cor. Um cabelo sem resistência pode não fixar cor alguma ou até mesmo se partir durante o processo químico.

Estes itens são os mais importantes porque podem inviabilizar as aplicações de coloração, descoloração ou relaxamento capilar. Geralmente em meus cursos eu costumo citar uma situação que serve como exemplo para o desempenho da coloração. Digo que vou pintar uma parede, que apresenta buracos e outras imperfeições na superfície, e então pergunto?

- “Qual é a cor que podemos aplicar nessa parede para corrigir suas imperfeições?”.

Logicamente, se aplicarmos uma cor escura poderá disfarçar os defeitos quando vista de longe, mas de perto seria perceptível. Para tratar dessa parede eu vou ter que limpar, aplicar cimento ou, dependendo do tamanho do buraco, até mesmo um pedaço de tijolo. Depois aplicar massa fina, massa corrida e mesmo assim esperar secar para lixar, corrigindo as imperfeições, e finalmente como grand finale pintar, aplicando no mínimo duas demãos de tinta.

Se em uma parede, que não tem nenhum movimento, demora tanto assim, por que os profissionais querem repor a camada do fio somente com a coloração ou uma aplicação de tratamento? E olha que o fio é tão sensível que até os raios solares são capazes de danificá-los.

A evolução tecnológica e a abertura do mercado globalizado causaram uma grande melhoria na qualidade e na diversidade das matérias-primas, mas isso não quer dizer que dispensem o diagnóstico. Muito pelo contrário, a coloração é uma ferramenta na mão do profissional. Se dermos um carro da escuderia Ferrari para um leigo pilotar ele acabará com o carro na primeira curva e dirá que o carro não é bom. O mesmo acontece com os produtos profissionais: não dispensa o bom piloto, ou seja, o profissional cabeleireiro com seu diagnóstico.

Enfim, o sucesso da coloração depende da base que recebe a aplicação. Quanto mais saudável o fio melhor a revelação da cor; e caso não esteja é o profissional que irá tratá-lo no salão com constantes hidratações e com a parceria da cliente, que utilizará a linha de manutenção indicada por ele.

Na próxima edição continuaremos com mais dois tópicos da seqüência desta matéria:
- Como tratar o cabelo colorido ou tratado quimicamente. Matéria da Dra. Concepción Tonin.
- Entender que os corantes utilizados na coloração capilar são diferentes de outros tipos de corantes.

Um abraço e continuem mandando e-mails para nossa redação dando sugestões sobre nossas matérias.

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