Matéria da Revista Cabeleireiros.com - Edição 11

ImprimirColoração - Arte com técnica III

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A coloração capilar e seus corantes

Uma das técnicas mais procuradas nos salões de beleza, a coloração capilar exige de cada profissional um conhecimento profundo sobre cabelo, e um domínio total sobre o uso dos produtos utilizados.

Nos últimos anos, o Brasil vem registrando um crescimento expressivo no setor de beleza. E a coloração capilar, especificamente, a cada dia torna-se uma das técnicas mais procuradas e utilizadas neste ramo. A tendência é crescer ainda mais, pois como o Brasil é um país em crescimento populacional, a perspectiva é de continuidade, haverá sempre um público jovem que vai querer colorir os cabelos. Com este crescimento precisamos desenvolver um conhecimento maior em cima deste trabalho, que cada vez mais se torna a vedete nos salões de beleza, principalmente por se tratar de um serviço contínuo que cria a fidelização da cliente com o salão.

Só a aplicação não é suficiente para gerar esta fidelidade. Existem fatores importantíssimos além de um bom desempenho profissional. Deve-se levar em conta a criatividade e a técnica, que obedecendo às medidas do produto utilizado aproveita a cosmeticidade do mesmo, principalmente se este contém ativos hidratantes. Outro fator é utilizar linhas que investem no profissional cabeleireiro, com exclusividade. Já é muito difícil manter a cliente no salão e será pior se o profissional utilizar uma linha que vende no mercado. Nesse caso ele passa a concorrer com ele mesmo, criando a possibilidade da cliente comprar o produto e aplicar em casa, pois se engana o profissional que acredita que alguém faça isto apenas por dificuldade financeira. Muitas vezes isto ocorre por curiosidade ou admiração indireta pelo profissional, que passa a ser copiado inconscientemente. Quem nunca teve uma cliente que já cortou a franjinha da filha ou escovou os cabelos da amiga?

O profissional colorista que quer ter sucesso nesta belíssima profissão tem que desenvolver, e mostrar para a clientela, seu conhecimento sobre cabelo e demonstrar competência na utilização do produto. Ao contrário do que muitos imaginam, não há a necessidade de estudar química para ser um bom colorista assim como o médico não precisa estudar farmácia para ser um bom medico. Lógico que alguns conhecimentos básicos ajudam bastante, mas não necessita de graduação.

O que deve ser bem analisado é a condição do cabelo, pois como disse na edição anterior não é a tinta que vai tratar o cabelo. Ela apenas vai colorir e se for de boa qualidade, colorir sem gerar ressecamento. Por isso, quanto melhor as condições do fio, melhor a revelação da cor.

A coloração capilar de oxidação trabalha com intermediários de corantes que se revelarão dentro do fio de cabelo, e o oxigênio tem duas funções interessantes: clarear os pigmentos naturais e revelar os corantes dentro do fio. Às vezes, por motivos de economia, o profissional cabeleireiro adquire um oxidante de baixa qualidade que termina por comprometer o trabalho técnico de coloração.

Se faltar oxigênio não se consegue clarear a cor natural do cabelo, como também não se consegue revelar adequadamente todos os corantes na coloração, gerando uma cor mais clara ou mais escura que a desejada, desbotamento prematuro, ressecamento ou até a irritação no couro cabeludo.

A coloração capilar é um processo fascinante. No Brasil encontramos produtos com fórmulas de mais de 50 anos atrás, e ao mesmo tempo temos empresas que investem no profissional cabeleireiro, com fórmulas modernas que não deixam nada a desejar em relação às importadas. O profissional cabeleireiro só precisa estar atento às modernidades e se adequar a elas. Não adianta querer dirigir e cuidar de uma Ferrari da mesma forma que cuidava de um Fusca. Tem mais é que se reciclar adquirindo novos conhecimentos e se adaptar às novas disciplinas e ferramentas atualizadas.

Na coloração, os pigmentos utilizados não podem ser comparados com os pigmentos aplicados em paredes ou tintas automotivas, que são corantes prontos e visíveis antes da aplicação. Já os intermediários de corantes, utilizados na coloração, são de total eficiência e eficácia quando se unem ao diagnóstico de um cabeleireiro colorista capacitado. Cabe ao profissional saber preparar o cabelo para o processo de coloração, identificar a cor e o oxidante com a volumagem e a medida adequada, e indicar ao cliente uma manutenção para garantir o resultado e o estado do fio. Ou até mesmo, se for o caso, dizer ao cliente que não há condição de executar o trabalho por falta de resistência do fio.

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