Matéria da Revista Cabeleireiros.com - Edição 9

ImprimirColoração - Arte com técnica

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O mercado atual exige e impõe regras de conduta para todos os profissionais que nele atuam. E com o profissional cabeleireiro não é diferente. Conquistar espaço e conseguir mantê-lo requer determinadas atitudes.

O objetivo desta matéria é oferecer informações indispensáveis ao profissional cabeleireiro, para que ele crie um diferencial facilitador frente a um mercado altamente competitivo. Porém, como em qualquer profissão, para fazer uso dessas informações torna-se necessário que cada um analise, friamente, o mercado em que atua, pois só assim poderá conseguir este diferencial.

Resultados não surgem da noite para o dia, por isso temos que estar sempre receptivos ao conhecimento, atentos às nossas falhas e, principalmente, às dos nossos colegas de profissão, não para comentá-las e sim para transformá-las em instrumento de aperfeiçoamento contínuo.

Conforme o que já foi escrito nas edições anteriores, houve uma grande mudança no mercado e o cabeleireiro já percebeu que não dá mais para viver somente em função de cortar e pentear cabelos.

Analisamos a profissão, como artistas, mas fazemos uso incorreto deste adjetivo na prática. E aí começa a surgir um monte de invenções que, muitas vezes, não resulta em nada e acaba não surtindo resultados positivos nem para o cabeleireiro nem para os clientes.

Vamos tentar explicar isto através de um seguimento que vem se tornando o carro chefe na maioria dos salões: a coloração.

Coloração

Com a informação de alguns amigos e percorrendo diversos salões, no Brasil e no exterior, chegamos à conclusão que a coloração é cada vez mais procurada no salão de beleza, e que o sonho de todo cabeleireiro é que este serviço seja exclusivamente profissional. Daí, algumas empresas que trabalham unicamente para o profissional foram ganhando mercado, e outras, que sempre atuaram no mercado varejista, estão tentando se infiltrar no setor profissional.

Apesar da crescente procura, alguns profissionais cabeleireiros ainda não se deram conta da valorização deste serviço, que gera fidelidade entre a cliente e o salão, pois mantém, em média, uma visita por mês. Mesmo assim, alguns ainda acham que a cliente faz coloração em casa por economia. Vale acrescentar que, em uma pesquisa informal entre clientes de classes diferenciadas, constatamos algo interessante: um grande percentual não colore mais no salão porque não ficaram satisfeitas com o resultado obtido.

Eis aí, amigo cabeleireiro, um mercado a ser explorado, trazendo de volta aos salões este tipo de cliente. Sabemos que algumas pessoas, ao lerem isto, poderão pensar: “Não é tão fácil quanto ele imagina“.

Mas quem disse que ganhar dinheiro e ter sucesso é fácil? Tudo isso requer das pessoas objetividade e perseverança. Então meu amigo procure criar um grande diferencial em sua profissão, através de algumas mudanças no dia-a-dia da coloração.

O primeiro passo é conhecer o produto que você usa, desde a sua concepção. Quando digo concepção não me refiro ao processo de fabricação e sim à filosofia da empresa com relação ao mercado. Se você tiver a intenção de trabalhar com produtos do varejo saiba que assim você depõe contra o seu patrimônio. Não se esqueça que o cabeleireiro é formador de opiniões perante sua clientela, e que o uso de um produto para ela é como o receituário de um médico: é a sua assinatura. Neste caso, analise bem o que está usando e lembre que preços e brindes não são importantes, e sim custos-benefício. Quanto custa manter uma cliente fiel ao salão de beleza? Isto só ocorrerá com serviços exclusivos e o uso de produtos direcionados ao profissional, criteriosamente selecionados para determinados fins.

Quanto ao trabalho de coloração capilar é importante que você, mesmo que seja um profissional conceituado no mercado, faça novos cursos de colorimetria. Vá, invista seu dinheiro, pague o curso como todos e sente na cadeira como se fosse a primeira vez que estivesse indo a um curso destes. Não vá com conceitos formados, apenas ouça e analise para você mesmo. O que for útil ponha em prática e o que não for armazene. Além do mais, nestes cursos você vai observar o trabalho de seus amigos de profissão e entender onde deve melhorar, ou apenas mudar o conceito de trabalho. Nunca critique, apenas analise. Se você for novo na profissão será mais fácil absorver informações. É mais fácil adquirir novos conceitos do que compará-los com os antigos para realizar a aprendizagem. Se você já é um profissional conceituado e continua fazendo cursos, além de se tornar um exemplo a ser seguido, é sinal que sempre temos muito a aprender.

Fique atento a estes detalhes que serão explicados na próxima edição e que são tópicos importantes para a colorimetria.

Para estar em evidência como cabeleireiro colorista é preciso:

- Conceito de trabalho (explicado nesta edição)
- Observar, através de diagnóstico, qual a condição do fio, pois isso está relacionado com a conservação da cor
- Como tratar o cabelo colorido ou tratado quimicamente. Ainda existem profissionais que querem utilizar fonte de calor para regenerar o fio colorido
- Entender que os corantes utilizados na coloração capilar são diferentes dos corantes utilizados para pinturas de outros materiais como, por exemplo: os de parede ou automotivos.
- Explicar à cliente que a temperatura da água, a exposição do cabelo ao sol sem proteção solar e condicionadores podem desbotar a cor ou degenerar o fio
- Indicar produtos adequados
- Ensinar a cliente a lavar os cabelos sem esfregá-los e com os produtos adequados
- Conhecer o processo oxidativo e quais as vantagens e desvantagens de usar produtos com ou sem amônia e o que é realmente um tonalizante

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