Matéria da Revista Cabeleireiros.com - Edição 7

ImprimirColorimetria - A Arte e a Técnica

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Nas edições anteriores o assunto colorimetria e diagnósticos foi amplamente abordado, porém a necessidade do profissional cabeleireiro em obter mais conhecimento sobre o assunto, e pela importância desse trabalho, fez com que mais informações fossem acrescentadas sobre a arte e a técnica da colorimetria.

O profissional cabeleireiro que almeja o sucesso e não sabe, ou não gosta, de colorir cabelos deveria repensar esse conceito, pois a arte de colorir cabelos vem ganhando cada vez mais adeptos. Basta observar as pessoas na rua para comprovar a evolução desse trabalho. Nas grandes capitais do país são poucas as mulheres que não têm os cabelos coloridos. Até quando faço seleção de modelos para eventos, apenas em uma minoria os cabelos são virgens.

É certo que muitas mulheres ainda colorem os cabelos em casa, apesar da maioria, por não conseguir o efeito desejado, acabar acertando a cor no salão. É que, com a auto-aplicação fica difícil conseguir acompanhar a tendência atual que é cabelos coloridos, com cores variadas, onde vai prevalecer o bom senso e o bom gosto em variar as mesclas de cores, mechas, transparências e técnicas similares, que valorizam o movimento do cabelo. Particularmente, prefiro um cabelo com mais de uma cor, pois esta opção valoriza os trabalhos de corte, escova e penteado, destacando os detalhes e o movimento dos fios.

A criatividade está em alta, só que hoje ela é redirecionada; nos anos 80, ser colorista criativo era saber misturar as cores na preparação para obter um resultado diferenciado. Hoje, é aplicar na mesma cabeça duas, três ou mais cores, sem deixar a cliente fantasiada, utilizando bom gosto e técnicas variadas (transparência, mechas, balayagens entre outros).

Por tudo isso, hoje, um cabeleireiro exemplar é aquele que está sempre se aperfeiçoando, destinando parte de seu tempo a cursos e literatura referentes ao seu trabalho e, principalmente, a treinamentos específicos, dentre eles a colorimetria, que muitos dizem ser fácil, mas que tem poucos especialistas no assunto, em relação à quantidade de profissional existente.

O bom colorista é aquele que:

·Realmente sabe analisar um cabelo “antes” de iniciar o processo, pois o bom resultado depende do bom estado do fio.
·Lê a bula do produto e prepara a coloração como manda o figurino, sem querer inventar moda de diluir o produto de forma não estabelecida pelo fabricante.
·Só utiliza produtos profissionais, e demonstra segurança em preparar o produto na frente da cliente, sabendo que ela não encontrará o produto no mercado, farmácia ou na perfumaria.
·Não sente vergonha em ligar para um centro técnico e tirar suas dúvidas referente ao trabalho a ser feito ou produto a ser utilizado.
·Sabe que para fazer um bom trabalho é preciso:

1-Diagnóstico
2-Produto
3-Aplicação

E que ele é responsável pelos três itens acima e não adianta culpar o produto quando algo sai errado (o produto não pensa, apenas age).
·Sabe que no processo de coloração o oxidante é responsável pela liberação de oxigênio e é o motor principal para que tudo funcione perfeitamente, não podendo utilizar os de baixa qualidade e os que não são estabilizados.
·Se preocupa com a cor, mas também com o estado de saúde do fio, e por isso só usa colorantes, oxidantes e descolorantes profissionais e que contenham proteínas.
·Se especializa em descoloração, pois o profissional que não domina esta técnica não conseguirá clarear os cabelos coloridos a não ser através de mechas.
· Sabe ser enfático ao indicar uma perfeita linha profissional de manutenção capilar (shampoo, condicionador e leave-in) e hidratações periódicas no salão para manter o resultado do trabalho.
·É organizado e disciplinado a ponto de ter uma ficha-cadastro de cada cliente, com os diagnósticos, aplicações e produtos utilizados na mesma.

Estas são algumas das regras dentre muitas. Não é tão complicado como se imagina, mas exige disciplina.

Uma dica especial para os amigos profissionais: nunca foi tão bom como agora ser cabeleireiro e, principalmente, especialista em colorimetria capilar. É só ser atualizado, inclusive no que se refere ao comportamento. Questione-se sempre sobre:

·Sua profissão
·Suas técnicas
·Sua abordagem ao cliente
·Sua imagem
·Sua comunicação
·O perfil de sua cliente
·Qual seu objetivo nesta profissão e onde quer chegar?

LEMBRE-SE QUE ESTAMOS EM 2004! É PRECISO SER UM PROFISSIONAL VOLTADO PARA O PRESENTE E O FUTURO, NÃO PODENDO UTILIZAR TÉCNICAS DE 50 ANOS ATRÁS, DEVE-SE SOMENTE CONHECÊ-LAS.


Esta é uma matéria voltada exclusivamente ao profissional cabeleireiro. Espero, sinceramente, que através desta matéria possamos dar conteúdo para que o profissional desenvolva, cada vez mais, a tarefa de melhorar a auto-estima das pessoas através da beleza.

Se você tem alguma dúvida sobre colorimetria, ela pode se tornar tema na próxima edição. Entre em contato conosco, o mais breve possível, por fax (6198-0071) ou e-mail (bsg@bsg-world.com), aos cuidados de Wagner Policarpo.

1 Comentário:

  1. Foto: Ana
    Ana: 20/01/2011 às 22:16
    Essa matéria é um excelnte artigo de ajuda profissional, gostamos muito de ler essa página foi util para nós obrigada.


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