Matéria da Revista Cabeleireiros.com - Edição 28

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Criatividade e inovação: fatores fundamentais no processo de fidelização dos clientes

Ivan StringhiIvan Stringhi (hairstylist e presidente do Projeto Tesourinha)

Para deixar os cabelos da clientela bonitos e versáteis, é necessário mais do que uma tesoura e um pente nas mãos. Leia a seguir dicas que podem garantir o seu espaço no mercado.

Como nasce uma tendência

Muitas vezes o cabeleireiro vai criar uma tendência, mas não sabe por onde começar. Ele assiste a shows, observa o trabalho dos colegas, e não tem idéia do que fazer. Todo profissional tem em seu “computador central” informações, novas e antigas, sobre vários assuntos. Mas em certos momentos ele não carrega nenhuma referência relacionada à beleza.

O cabeleireiro só funciona, cria e surpreende se tiver informações. Por isso, é fundamental observar as pessoas que aparecem nos jornais, nas revistas e nas ruas. Elas são o ponto de partida para montar tendências. Sem elas, o cabeleireiro fará um bolo sem saber como utilizar os ingredientes... A criatividade nasce de tudo o que vê e escuta.

A diversidade como aliada

É comum um cabeleireiro olhar um corte de cabelo e considerá-lo horrível. Ou, então, visitar a periferia “armado” de preconceitos com relação às diferenças de cortes e de texturas. Mal sabe este profissional que, em ambas as situações, perdeu uma grande chance de renovar o repertório. Afinal, a tendência surge a partir da movimentação das pessoas e da diversidade.

Moda feminina

É possível fazer um bom corte em qualquer comprimento, pois não é reduzindo o tamanho dos fios que o cabeleireiro passa a idéia de tendência. Atualmente, a readaptação das madeixas dos anos 1970 faz muito sucesso. Na última cerimônia do Oscar, as atrizes apresentavam cabelos bonitos e suaves, numa sutil referência a essa década.

No Brasil, tal estilo pode ser assegurado também nos cabelos compridos. Nesse caso, é preciso trabalhar as pontas e dar balanço, deixando de lado cortes retos e simétricos. Há como repicar e criar um novo penteado sem optar por linhas certinhas demais.

Moda masculina

Os homens são ótimos clientes. Quase todos fazem corte, cor e hidratação. A questão é oferecer serviços adicionais a eles ou não. Hidratar os cabelos, principalmente, é uma opção muito bem recebida. Mesmo não escolhando colorações explícitas, eles gostam de mudar, usar uma “corzinha” disfarçada.

Também vale sugerir algum creme, pois é difícil o cliente não aceitar, especialmente os mais jovens, entre 14 e 35 anos de idade, que procuram uma aparência mais ousada. Se o profissional oferecer somente aquele corte formal, correrá o risco de perder a clientela masculina quando surgir um concorrente que saiba inovar.

Acima dos 35 anos existe uma gama especial de clientes que querem mudanças, mas são conservadores. Para não haver erro, pode-se oferecer um corte versátil, facilmente adaptável para o dia e para a noite dependendo do produto usado. Fica a dica: a indicação de cosméticos que permitam ir de um visual mais desleixado para outro mais formal.

Além disso, a manutenção do corte não precisa ser fixa, como de 15 em 15 dias. É o cliente que identifica a hora de cortar os fios. O que não fica bem mesmo é aquele cabelo raspado de um lado e comprido do outro. Isso é cafona! De resto, tudo é válido, desde que o cabeleireiro tenha boas propostas para os clientes.

Na próxima edição, confira alguns conceitos relacionados aos tipos de rosto, à fuga da mesmice e à fórmula da sugestão

 

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