Cosméticos: um mercado em crescimento



O segmento de cosméticos e higiene pessoal dribla a crise ao investir em segmentação e em produtos éticos e portáteis
Alberto Keidi Kurebayashi (vice-presidente técnico da Associação Brasileira de Cosmetologia)
Atualmente, o panorama mundial mostra que muitos segmentos de mercado estão em crise. Apesar da situação, a fatia representada pelos cosméticos, produtos de higiene pessoal e perfumes está em franco crescimento. Segundo dados da Mintel, em 2007, alcançando US$ 18,2 bilhões, o Brasil subiu do 4º para o 3º lugar no ranking de consumo/valor nessa categoria. Na frente do País, estão o Japão (US$ 29,8 bilhões) e os EUA (US$ 50,4 bilhões).
Em 2008, anunciou-se o fortalecimento da terceira posição no ranking, com o faturamento declarado de US$ 22 bilhões. Como o Brasil faz parte do BRIC (grupo de países emergentes composto pelo Brasil e pela Rússia, Índia e
China), suas perspectivas de evolução mundial são otimistas.
O aumento de vendas e os inúmeros lançamentos de produtos são sempre bem recebidos pelos consumidores. Esse painel receptivo se deve à riqueza global. Infelizmente, poucos ainda detêm muito, mostrando um desequilíbrio na divisão financeira. Contudo, a classe média tem mantido o costume de consumir novidades e produtos de
qualidade. Assim como a classe D, vê no cosmético caro um sonho de consumo, e o adquire mesmo que seja
preciso comprometer uma parte do salário.
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