Matéria da Revista Cabeleireiros.com - Edição 54

ImprimirEstica e puxa

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efeito_elasticoMuito se fala sobre a elasticidade capilar, mas até que ponto esse efeito é benéfico ou prejudicial aos fios?

texto: Rebeca Alcoba | foto: divulgação Imagenet

Ao mesmo tempo em que alguns produtos são indicados para melhorar a elasticidade dos cabelos, outros vêm com a prescrição de evitar o efeito elástico. É comum confundir-se diante dessa dualidade. Estela Sezílio, técnica capilar da Lacan, explica que a elasticidade nada mais é do que a propriedade capilar de se alongar e de voltar ao comprimento original. “O fio seco possui 30% dessa capacidade, já o molhado está no seu limite máximo de alongamento”, confirma. Por isso, é preciso ter atenção ao desembaraçar as madeixas molhadas, pois elas ficam mais suscetíveis a quebras.  Essa afirmação ajuda a compreender porque os cabelos fracos caem em maior quantidade quando estão úmidos.

O potencial elástico não varia naturalmente, ele só é alterado quando o fio é submetido a alguma intervenção química. As consequências vão depender do tipo e da quantidade de produto aplicada. “As substâncias redutoras presentes nas fórmulas para alisamentos, permanentes e relaxamentos, e os agentes descolorantes abalam a resistência capilar, rompendo as ligações sulfurosas da haste”, explica Estela. A terapeuta capilar Patrícia Maciel ainda lembra que as intempéries climáticas, como excesso de exposição solar, vento e poluição do ar também podem acelerar esse processo.

O prejuízo reflete diretamente na elasticidade das madeixas, deixando-as acima do limite normal, em um processo chamado distrofia, o que provoca a quebra dos fios. De carona nesse problema, a cabeleira acaba ficando opaca. “O efeito elástico é a consequência de um fio sem massa capilar, que está com as escamas danificadas, e, isso provoca a perda do brilho”, conta Estela.

Segundo Patrícia Maciel, para entender o que ocorre no interior do cabelo, é preciso saber que a estrutura capilar é formada por medula, córtex e cutícula. Quando alguma química agressiva desestabiliza qualquer uma dessas partes, ela provoca os seguintes sintomas:

• Se a medula estiver com baixa quantidade de sangue e muito oxigênio, os cabelos ficarão elétricos e sem peso, impossibilitando um balanço natural.
• Se o córtex for adulterado, os fios apresentarão uma cor desbotada.
• Já quando a cutícula é desfeita, ganha um aspecto opaco e ressecado, podendo ficar com o efeito borracha.

Por outro lado, a desestabilização pode gerar a falta de elasticidade, que também ocorre na cutícula capilar. Esse tipo de prejuízo provoca maior ressecamento dos fios e os deixa da mesma maneira quebradiços.

Para evitar tais problemas, é fundamental fazer um diagnóstico preciso antes de qualquer transformação. Se o cabelo estiver danificado, é necessário fortalecê-lo, preenchendo a massa perdida, por meio de procedimentos periódicos de nutrição e hidratação. “Produtos à base de Semi Di Lino e queratina são ótimos para recompor a massa e fortalecer os fios”, indica Estela.

3 Comentários:

  1. Foto: Inêz
    Inêz: 05/11/2012 às 19:42
    E no diagnóstico q começa o nosso trabalho
  2. Foto: Roberto
    Roberto: 25/10/2012 às 12:32
    o cuidado na analise dos cabelos antes de realizar qualquer procedimento quimico é indispensavél
  3. Foto: Luciana
    Luciana: 15/03/2012 às 18:49
    diagnosticar os cabelos antes de qualquer quimica e super necessário


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