Matéria da Revista Cabeleireiros.com - Edição 13

ImprimirEstilo profissional celebrado pelo sucesso

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Grande colecionador de prêmios, no exercício da profissão, o hairstylist Miguel Beauty é um profissional que sabe dominar, como poucos, a arte da beleza.

Ele teve que enfrentar o preconceito que existia em relação à profissão de cabeleireiro antes de se tornar um profissional. Venâncio Miguel Laudemiro, mais conhecido como Miguel Beauty (Batata), desde cedo ficou enfeitiçado pelo perfume dos salões. Aos 14 anos ingressava no mundo da coiffure com um único objetivo: crescer e vencer profissionalmente. E foi o que de fato aconteceu. Seu sucesso como hairstylist não veio por acaso. Venceu todos os preconceitos (inclusive da própria família), interrompeu os estudos, trabalhou como assistente em um salão, atendeu cliente escondido dos pais e aos 16 anos já era um profissional cabeleireiro, com clientela própria.

Miguel pode ser definido como uma tradução de experiência, técnica, talento e versatilidade, que jamais abriu mão de seu próprio estilo. Em sua trajetória profissional trabalhou em vários salões, na Vila Formosa, bairro de São Paulo, mas foi no bairro da Moóca, na capital paulista, que ele foi reconhecido profissionalmente. “Houve uma grande receptividade do público. Cada cliente indicava o meu trabalho para outra, a clientela cresceu demais e resolvi montar meu próprio salão”, lembra.

Para realizar esse projeto, o hairtsylist contou com a ajuda do pai, que antes desaprovava a profissão e que com o tempo passou a apoiá-lo de forma integral. “Mostrei meu trabalho e fui reconhecido. E por ter feito por merecer, minha família acreditou e investiu”. Foi então que ele abriu seu primeiro salão, na Rua do Oratório, Moóca, em estilo colonial/medieval, bastante conceitual para a época, 1977.

Naquele período, Miguel, já consagrado no mundo dos cabelos, obteve vários prêmios, entre eles o Campeonato das Américas, em Buenos Aires, Argentina. Com tanto talento, o sucesso foi crescendo, assim como o número de clientes, e o profissional mudou seu espaço de trabalho para a Avenida Paes de Barros, onde permaneceu por 20 anos, antes de se instalar em seu salão atual, na Rua Leme da Silva, no qual continua há oito anos. “Porém, sempre no bairro da Moóca”, ressalta.

É com orgulho que Miguel conta que é membro da Intercoiffure (ICD), e que aplica em seu trabalho os conceitos do visagismo. “Desta forma, proporciono um atendimento personalizado para cada cliente e garanto a fidelidade do público e a indicação para novas clientes. Pois, acredito que a única forma de garantir o reconhecimento profissional é a renovação constante”, avalia.

Profissional ético, o hairstylist sempre exerceu um trabalho moderno e criativo. “Acredito que nosso segmento cresce rapidamente, cada vez mais, tornando essencial para o profissional a atualização constante com as tendências e as novidades do mundo hair”. Por isso, além de membro da ICD e integrante do Clube L´Oréal, Miguel coleciona uma infinidade de cursos nas escolas Vidal Sassoon e Toni & Guy, em Londres, e em outros países da Europa e nos Estados Unidos. “Minha linguagem é nova-iorquina, pois adoro Nova York, principalmente o bairro Soho”.

Casado e pai de dois filhos, Miguel explica que um dos filhos cursa faculdade de Administração, na USP, e que herdou seu talento, tanto que já conhece a profissão tecnicamente. “Não quero que ele seja apenas um artista, e sim um administrador. Por isso, só depois de formado ele exercerá a profissão”. Acrescenta que a filha, de 10 anos, por sua vez também ama o trabalho no salão. “Tanto que o quarto dela é um verdadeiro salão de beleza, onde todas suas bonecas Barbie são penteadas por ela, inclusive com minha ajuda”.

Profissional sensível, Miguel lembra que uma das maiores emoções de sua vida, depois do nascimento dos filhos, foi quando homenageou sua mãe com um prêmio que ele ganhou num Campeonato na Argentina. “Trouxe o troféu escondido no fundo da mala e quando pedi para que ela a abrisse e olhasse os presentes, ela o encontrou. Seus olhos vibraram tanto, que foi uma emoção que jamais esqueci. Enfim é uma lembrança eterna”, lembra emocionado.

Quanto ao apelido “Batata”, ele surgiu na época em que Miguel trabalhava no salão de Romildo, na Vila Formosa. “Lá todos os funcionários tinham apelido e o dono do salão, Romildo, era o Manda-Chuva. E como eu era um discípulo dele, com muito orgulho, aliás, pois foi ele quem me ensinou o corte masculino, ganhei o apelido carinhoso de Batatinha, hoje Batata para os íntimos”.

Seu carisma é um dos responsáveis pelo seu sucesso. Mas, mesmo com tanto êxito profissional, Miguel não pára. Quer sempre mais e mais, para oferecer o melhor de si e de seu trabalho artístico.

Bebida: Água e vinho
Comida: Francesa
Lugar: Soho, em Nova York
Pessoa: Jesus
Música: Yesterday, dos Beatles
Livro: A Bíblia
Defeito: Cobro muito de mim mesmo.
Qualidade: Adoro o que faço, sou louco pelo que faço e amo o que faço.
Frase: Para mandar na floresta é preciso ser leão, mas para mandar na beleza é preciso ser camaleão. Porque o mundo está sempre em mutação e na natureza nada se cria, nada se perde, tudo se transforma.
Crítica: Na mão tem cinco dedos. Quando você aponta um, os outros estão apontando para você.
Miguel por Miguel: Amo minha família, base de tudo, todos os meus amigos e me orgulho deles.

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