Matéria da Revista Cabeleireiros.com - Edição 16

ImprimirFormação e Informação

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Um bom profissional é o resultado de um longo aprendizado, que requer atualização constante.

A conscientização, quanto à importância da formação, reciclagem e atualização dos profissionais de beleza está mudando o panorama da coiffure brasileira. Finalmente cabeleireiros, maquiadores, esteticistas, manicures e podólogos começam a se dar conta de que para concorrer no mercado é preciso investir na carreira, melhorar o currículo e se manter atualizado.

Hoje, a especialização em escolas e academias e a participação em eventos são fundamentais para enfrentar a concorrência. Cursos, workshops, feiras e eventos de beleza, dentro e fora do país, devem fazer parte do currículo de todo bom profissional. Mas não basta se inscrever em tudo apenas para obter um certificado ou simplesmente para poder dizer que esteve lá.

O cabeleireiro deve procurar referências sobre o curso, workshop ou evento do qual planeja participar. Precisa certificar-se também de que os educadores ou instrutores do curso são sérios, têm conhecimentos reais, além de capacidade e intenção de transmitir sua experiência. Por outro lado, quem procura formação, reciclagem ou atualização deve se esforçar para aprender – e apreender – todas as informações possíveis. Em geral, cursos, workshops e feiras costumam acontecer aos domingos e segundas-feiras, tradicionalmente, dias de descanso de quem trabalha em salão. Muitos profissionais encaram esses eventos como diversão e acabam desperdiçando a oportunidade de acumular conhecimentos reais. Quando um produto é lançado em uma feira, por exemplo, em geral está se lançando também uma nova técnica. Nessas ocasiões, em vez de correr atrás de caras famosas, disputar brindes ou reparar como as pessoas estão vestidas ou penteadas, procure se concentrar nos lançamentos. Mais seriedade, minha gente! Não jogue fora seu dinheiro! Aproveite a chance de conhecer novidades, se atualizar e observar um bom profissional cortando, colorindo ou penteando um cabelo.

Mas, antes de qualquer coisa, a base de um profissional tem que ser completa. Além de fazer um bom curso de, no mínimo, dez meses, é necessário estagiar em salões até se tornar cabeleireiro assistente e exercer esta função por cerca de dois anos. O iniciante precisa aprender bem o básico da profissão: cortar, fazer escova, colorir etc. Necessita ainda conhecer os principais produtos capilares da área profissional existentes no mercado. Convém lembrar que acompanhando um produto vem sempre um segredinho, uma dica, uma técnica.

Aconselho sempre aos proprietários de salão investir nos seus profissionais, partilhar e estimular a troca de informações, atualizar e reciclar todos os funcionários. Caso não disponham de tempo ou capacidade para transmitir sua experiência, devem contratar um educador para fazer isto. Agindo assim, eles não só tornam o ambiente de trabalho mais agradável, como elevam o nível de sua equipe. Mas é claro que, os conhecimentos repassados devem ser colocados em prática pelos profissionais. E cabe ao administrador do salão verificar se isto está realmente acontecendo. Por exemplo: se um instrutor demonstrou uma nova técnica de coloração, alguns dias depois, ele pode propor que um dos cabeleireiros execute o trabalho diante dos outros. Deve ainda provocar comentários e discussões entre toda a equipe sobre as novas técnicas. Essas e outras pequenas atitudes fazem toda a diferença para a formação de um profissional.

Abaixo, alguns conselhos que podem ajudar muito a quem faz questão de se manter atualizado:

• Vá e faça tudo: cursos, workshops, viagens, feiras, eventos de beleza. Mas, antes, procure se informar se vale a pena.

• Leve sempre um caderninho e caneta para anotar os pontos mais interessantes. Em casa, leia suas anotações para conferir o que realmente merece sua atenção.

• Antes de optar pela especialização em escolas e academias, certifique-se do prestígio da instituição que oferece o curso e se você vai ter tempo disponível para acompanhar bem as aulas. Analise também as instalações, o material didático, a qualidade dos produtos utilizados durante o curso e o currículo dos professores, educadores, técnicos ou instrutores.

• Tanto para cursos no Brasil quanto no exterior, deve-se pesquisar com antecedência o preço e o número de vagas, já que a procura costuma ser muito grande. Além disso, para cursos internacionais, convém se prevenir financeiramente, porque a maioria deles exige depósito antecipado de metade do valor total para confirmar a matrícula.

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