Matéria da Revista Cabeleireiros.com - Edição 21

ImprimirFormol: Risco à saúde capilar

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Conscientização, conhecimento e responsabilidade é uma exigência para os profissionais de saúde do cabelo.

A exposição ocupacional do formaldeído ocorre em uma grande variedade de indústrias. Formol ou formaldeído, solução a 37%, é um composto líquido claro com várias aplicações, sendo usado normalmente como conservante, desinfetante e anti-séptico. Também é usado para embalsamar peças de cadáveres, mas é útil também na confecção de seda artificial, celulose, tintas e corantes, soluções de uréia, tiouréia, resinas melamínicas, vidros, espelhos e explosivos. O formol também pode ser utilizado para dar firmeza nos tecidos, na confecção de germicidas, fungicidas agrícolas, na confecção de borracha sintética e na coagulação da borracha natural. É empregado no endurecimento de gelatinas, albuminas e caseínas. É também usado na fabricação de drogas e pesticidas.

Estudos epidemiológicos foram realizados com trabalhadores normalmente expostos ao formol em diversos tipos de indústrias americanas e demonstraram um aumento estatisticamente significativo de mortes com câncer nasofaringeano em comparação com o restante da população local. Mais de 90 % do formaldeído inalado é absorvido pelas vias aéreas superiores. Estudos em animais demonstraram a presença do formol na urina. O contato com os vapores do formol causa irritação dos olhos, nariz e garganta. Após um período latente assintomático, uma hipersensibilização cujos sintomas são parecidos ao da asma pode se desenvolver reduzindo a capacidade respiratória obrigando, assim, os pulmões a trabalharem mais acelerado na tentativa de suprir a necessidade de oxigênio do organismo.

Estudos realizados em culturas de células demonstraram que o formaldeído é citotóxico e genotóxico, ou seja, o formol tanto danifica o metabolismo e funcionamento de uma célula viva como, também, danifica seu código genético. Isso explica o processo de carcinogênese do tecido nasal que seria responsável pelas mortes ocupacionais dos trabalhadores industriais que utilizavam, de algum modo, o formaldeído.

As lesões das vias aéreas superiores por inalação dos vapores de formol são silenciosas, muitas vezes, sem sintomas e os danos podem ser irreversíveis. Só quem sofre de um mal sabe o quanto a vida é valiosa. Infelizmente, o formol vem sendo usado de forma insistente e indiscriminada nos salões de beleza “vitrificando”, ou melhor, embalsamando os cabelos. Tal como faziam os egípcios com seus mortos. Está mais que provado que este procedimento fragiliza o fio, os benefícios aparentes são como a maquiagem que é feita ao morto embalsamado. Não traz “vida”. Os cabelos precisam ser tratados, hidratados, nutridos e revitalizados para terem um aspecto saudável.

A ciência e a tecnologia têm logrado grandes avanços em ativos eficazes que protegem os cabelos. Os produtos químicos de transformação são cada vez mais seguros proporcionando tratamentos simultâneos eficientes. A cada dia surgem novas técnicas e novos equipamentos de apoio, tais como, pranchas, tesouras, escovas, secadores etc. Jogar tudo isso pela janela em prol do imediatismo é, no mínimo, frustrante para nós, profissionais da saúde do cabelo. Cabe aos profissionais buscar maior conhecimento e trabalhar com a responsabilidade que a profissão exige, pois estão lidando com muito mais do que uma simples cabeleira; estão lidando com pessoas que possuem uma imagem a transmitir e que depositam nessa imagem todas as suas expectativas de sucesso e felicidade.

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