Matéria da Revista Cabeleireiros.com - Edição 46

ImprimirIdentidade e padronização

Avalie: 12345

uniformes (1)Os uniformes agradam os clientes e são um artifício para a construção da imagem do salão de beleza

texto: Renata Vieira | fotos: Arnaldo Bento e divulgação

É fato: todo mundo gosta de estar em lugares limpos e organizados. Para os estabelecimentos comerciais, existem duas maneiras de demonstrar essa realidade: a primeira delas é pelo próprio ambiente, quando são observados o estado de conservação do local, os móveis, a iluminação, o posicionamento de quadros e fotos, e outros detalhes decorativos que fazem toda a diferença.

A segunda abrange limpeza, materiais de boa qualidade e uma impecável apresentação pessoal. Nesse último item, entra em cena a uniformização, responsável por identificar quem faz o quê dentro do salão de beleza. Segundo Helena Cardenuto, estilista e proprietária da empresa Only Uniforms, um uniforme é muito mais do que uma roupa: além de compor a identidade do negócio, é uma peça-chave na construção da imagem pessoal, seja ela contemporânea, clássica ou arrojada.

Osvaldo Alcântara, consultor de negócios, defende a ideia de que toda a pessoa que lida com atendimento ao público deve estar uniformizada, mesmo que seja somente com uma blusa com o logotipo da empresa. “Não há nada mais desagradável do que ser atendido por alguém que está com a camisa aberta, a roupa manchada, decotes imensos ou a barriga à mostra”, comenta.

Para evitar essas situações desagradáveis, a primeira regra é deixar claro que todos devem usar o uniforme e não abrir exceções para customização por conta própria. Caso contrário, cada um vai querer montar  seu modelo, e o uniforme deixa de ser uma padronização.

Como escolher o figurino
Hoje, existem tantos  modelos de uniforme, que pode parecer difícil escolher um deles. “O primeiro passo é definir o tecido e a modelagem, priorizando o conforto para s movimentos e a segurança para manipular produtos e fazer procedimentos químicos”, orienta Helena. Nada de se prender ao convencional para obter um resultado parecido com o de todo mundo. Além de prático, o figurino pode – sim – ser bonito e alinhado com a moda. Para mulheres, opções acinturadas e com cores harmônicas são boas sugestões.

Para os homens, camisetas elegantes e coletes com bolsos são úteis, pois acomodam os utensílios. Um salão fashion deve desenvolver um vestuário personalizado para deixar claro esse perfil. Já quem é especializado no público infantil pode abusar das cores e dos acessórios, que darão alegria ao visual. Quanto mais as cores das peças estiverem harmonizadas com os tons escolhidos para o logotipo do salão, mais a marca ficará registrada no pensamento dos clientes. “Isso mostra que se trata de um local que tem bom gosto e que entende de padronização de cores”, salienta Osvaldo.

A uniformização não precisa ficar restrita somente a cabeleireiros, manicures, esteticistas e recepcionistas. Também pode ser adotada para preservar as roupas dos clientes durante os serviços, com capas ou roupões. “Um segmento que vem crescendo é o do dia da noiva. Por isso, é interessante ter roupões e sandálias personalizadas para essa cliente”, lembra Helena.

Uma boa opção é fazer a escolha em conjunto com a equipe e marcar reuniões semanais para apontar o que deve ser melhorado em todos os aspectos, inclusive na apresentação pessoal.

Resultados imediatos!
Muitos salões já aderiram aos uniformes, e o impacto causado é percebido no dia a dia. Juliana Cerqueira, gerente do Care Palace, localizado no hotel Copacabana Palace, ressalta o profissionalismo destacado pelos clientes depois de adotada a padronização. No Care Palace, toda a área administrativa, que inclui gerentes, recepcionistas e estoquistas, veste-se com ternos pretos, enquanto os profissionais da beleza trajam uniformes brancos. “O branco foi escolhido por causa do padrão clean da empresa e porque remete à tranquilidade e à assepsia, uma referência aos profissionais da saúde”, explica Juliana. Além das roupas, os cabeleireiros usam bolsas de couro para guardar suas ferramentas.

Para Paulo Persil, cabeleireiro e proprietário do Persil & Co, um salão de beleza é formado por parceiros e colaboradores que, cada um a sua maneira, concretizam o trabalho. “No nosso caso, os uniformes são usados de acordo com o setor, para que haja uma identificação imediata”, afirma. Nesse local, as manicures trajam sempre calças pretas e camisa branca; as esteticistas usam branco e as recepcionistas, secretárias e gerentes adotam um tailleur preto sem muitos detalhes.

uniformes (2)Para não errar
Os uniformes são fundamentais para manter a elegância e a organização na empresa, mas devem ser usados com inteligência. De acordo com a personal stylist Anna Paula Monteiro, por mais que o figurino seja maravilhoso, isso não vai adiantar nada se a aparência de quem usa não estiver bem cuidada. “As pessoas sempre se baseiam no profissional para ter uma prévia de como ficarão.

Ninguém vai querer tratar os fios com um cabeleireiro desleixado com os próprios cabelos”, observa. Muitas manicures não fazem as próprias unhas alegando estar sempre em contato com removedores de esmalte. Outro grande erro, pois isso também é analisado pelas clientes. Segundo Anna Paula, mesmo que não use as cores da moda, a profissional.deve estar com as unhas bem lixadas e cobertas por base. Outra dica é manter os cabelos presos enquanto se executa o trabalho, principalmente se eles forem longos. “Além de ser um look mais profissional, essa é uma proteção para quem lida com produtos químicos”, alerta.

Outro ponto é sempre deixar o uniforme no local de trabalho. Além de evitar esquecimentos e manchas no tecido, essa é uma questão de higiene. “No salão, os profissionais lidam com cabelos, pele e unhas de outras pessoas. Por isso, quanto menos sua roupa for exposta a germes e bactérias do ambiente externo, mais os clientes estarão protegidos”, lembra Osvaldo.

Muito mais que higiene, os uniformes também contribuem para acabar com a competição entre os funcionários. Assim, fica claro que ninguém foi eleito como o melhor e que se trata de uma equipe de verdade. “Equipe é equipe. O objetivo não é ter uma estrela que vai crescer individualmente, mas todos trabalharem juntos por um mesmo ideal”, finaliza Osvaldo.

Confira essa matéria na íntegra na versão impressa da Cabeleireiros.com. Para assinar ou adquirir números anteriores, clique aqui.

1 Comentário:

  1. Foto: SPAZZIO
    SPAZZIO: 18/06/2011 às 14:35
    Excelente


Buscar

Notícias

Newsletter

Assine e receba as novidades da revista em primeira mão.



Publicidade


Revista Cabeleireiros.com

Login Cadastre-se