Matéria da Revista Cabeleireiros.com - Edição 16

ImprimirIMAGEM É TUDO!

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A aparência de um espaço de beleza é tão importante quanto a qualidade dos serviços oferecidos. E quando se fala em manter a boa imagem do salão, a higiene está em primeiro lugar.

Muitos proprietários não se dão conta da importância de cuidar da aparência de seu salão. Entra ano e sai ano, tudo continua igual. Paredes descascadas, estofados desbotados e móveis no mesmo lugar. Alguns não mudam absolutamente nada. Então, eu fico me perguntando: como é que uma cliente vai ter prazer em freqüentar uma, duas e até três vezes um salão, se ela encontra sempre a mesma cadeira, os mesmos móveis, a mesma decoração? Qual é o atrativo para que ela se sinta bem nesse ambiente? Certamente, alguém dirá que ela está ali por causa do cabeleireiro ou da manicure. Mas acho que isto é um grande erro de julgamento; é simplificar muito as coisas e subestimar a cliente. Por mais que se goste de um profissional, a rotina e a monotonia estragam qualquer relação. É até provável que o cabeleireiro esteja com a mesma roupa, com a mesma cor de cabelo, o mesmo corte. E se ele não muda o próprio visual, como é que vai propor mudanças para quem quer que seja?

Há clientes que freqüentam o salão não só para cuidar da aparência, mas também para ter alguém com quem conversar. Em geral, são pessoas solitárias ou com problemas familiares. Nesse caso, o salão vira uma extensão da casa delas e, para isso, precisa ser um ambiente gostoso, prazeroso, acolhedor. De qualquer modo, todo mundo gosta de novidade. E os proprietários devem procurar satisfazer esta necessidade. É importante fazer mudanças no salão, de uma a duas vezes por ano. Se não houver dinheiro para uma reforma, pinte pelo menos uma parede, troque o forro dos estofados, acrescente detalhes novos. Se não for possível fazer nada disto, pelo menos mude os móveis de lugar. Faça com que a cliente entre no salão e comente: “Nossa, como tudo está diferente!”.

Um profissional, em qualquer tipo de atividade, não pode, em hipótese alguma, cair na mesmice. Nós podemos até nos acostumar com o que temos, mas não devemos forçar a quem nos visita a se acostumar com o lugar comum. Em geral, quando isto acontece, aquela cliente que vinha ao salão a cada 15 dias acaba espaçando suas visitas para um ou dois meses. A concorrência hoje é muito grande e quem não se preocupa com os mínimos detalhes não consegue segurar a clientela.

E quando se fala em manter uma boa imagem do salão, higiene e organização são fundamentais. Tudo deve parecer impecável. O chão varrido, sem poeira ou fios de cabelos. Uniformes, aventais, toalhas e quimonos limpíssimos. Carrinhos com os materiais bem organizados. Nada pode estar amontoado. Quantas vezes uma cliente chega para lavar a cabeça e vê o colorista jogar as luvas sujas de tinta no lavatório! Dentro da bacia, pente, espátula, pincel, fios de cabelo, tudo jogado. Outro absurdo que se vê por aí: cabeleireiros que acabam de usar a escova em um cabelo e, em seguida, passa a mesma escova na cabeça de outra cliente. Isto é falta de higiene e revela total desleixo. Um profissional cuidadoso, limpa e arruma a cadeira antes de a cliente sentar, mantém escovas, pentes, pincéis e fios dos secadores e pranchas limpos, enfim, faz questão de mostrar que se preocupa com ela.

Quem ignora estes pequenos cuidados pode pagar caro. Em todos os sentidos, já que a Vigilância Sanitária está com normas mais rígidas para controlar a higiene nos salões. Os profissionais têm que abrir pentes e escovas limpos, embalados em sacos plásticos, na frente da cliente. Todos os salões são obrigados a ter autoclaves para esterilizar alicates. Paus de laranjeira e lixas precisam ser descartáveis ou de metal. As manicures devem usar luvas. Pedicures, além de luvas, têm que estar com máscaras. Tudo isso são medidas imprescindíveis para prevenir doenças graves, como a hepatite C.

Portanto, todos os profissionais de beleza devem se conscientizar da importância desse controle. Em vez de temer a visita dos fiscais das agências municipais da Vigilância Sanitária, os proprietários precisam se certificar de que todas as normas estão sendo cumpridas à risca em seu estabelecimento. Não se pode esquecer que a cliente é a mais atenta de todos os vigilantes sanitários. Ela enxerga muito mais do que um fiscal, porque freqüenta o salão assiduamente. Em minha opinião, temos a melhor profissão do mundo. Uma profissão que permite superar as dificuldades com muito mais facilidade, já que a beleza é o último setor a ser afetado por crises. Mas a sobrevivência só depende de cada um de nós.

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