Matéria da Revista Cabeleireiros.com - Edição 17

ImprimirInverno em Cores

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As cores da estação trazem desde os tradicionais marrons, vermelhos e pretos até novidades, como cobres, dourados e violetas. Mas é preciso conciliar as tendências com o estilo e as características físicas de cada cliente.

Além dos chamados tons de inverno, como preto, marrom e vermelho, estão de volta vinhos, acobreados, castanhos e louros de vários matizes, do escuro ao platinado. Nos reflexos, luzes ou balayage, contrastes de cores quentes e frias. Para mechas, marrom-escuro, mel, dourado, acobreado e bege são tons que estão em alta.

Mas quem pode e quem não pode adotar os tons da moda? Esta é a pergunta que o cabeleireiro precisa fazer a si mesmo antes de mudar a cor do cabelo de uma cliente. O bom senso deve prevalecer e o profissional tem a obrigação de conhecer as regras básicas de visagismo para orientar a escolha de quem procura acompanhar as tendências. Antes de sugerir uma coloração, deve-se levar em conta a cor da pele, olhos, a tonalidade natural do cabelo, traços do rosto, além da personalidade e o estilo de vida de cada cliente.

Uma cor bem escolhida pode até suavizar as linhas de expressão, enquanto que o tom errado pesa na fisionomia, deixando uma aparência abatida e cansada. De modo geral, peles claras combinam com quase todas as cores, com exceção dos platinados e dos pretos, para quem passou dos 40 anos. Em pessoas muito claras, deve-se evitar o uso de tons muito amarelos. Todas as nuances de vermelho combinam bem com as peles morena e negra e podem ser complementadas por mechas e luzes. Na dúvida, é melhor optar pelos marrons, do chocolate aos avermelhados, que caem bem em todos os tipos de pele. Não esqueça que grandes mudanças precisam ser feitas com cuidado, como é o caso de tons muito claros para escuros e vice-versa. Fios muito escuros devem ser clareados aos poucos, para evitar a oxidação total dos pigmentos de melanina.

Convém lembrar:

• Os cabelos podem ser clareados somente até três tons em relação à cor natural, sem muita agressão. Fios pretos jamais ficarão louros com coloração ou superclareadores. Para mudanças radicais, é necessário descolorir antes.

• Embora a harmonia entre o tom de pele e a cor do cabelo seja importante, existem outros fatores mais relevantes, como o formato do rosto, qual é a zona predominante (a testa, olhos, boca ou queixo). Aplicando as técnicas de colorimetria, simultaneamente ao visagismo, pode-se mudar o estilo de qualquer pessoa.

• A coloração do cabelo precisa estar de acordo com a personalidade e o estilo de vida da cliente. Uma pessoa tímida, por exemplo, não costuma combinar com tons extravagantes. Já as profissões formais pedem um look discreto.

• Evitar mudanças radicais, para não correr o risco de arrependimentos posteriores. Mesmo que o tipo físico da cliente combine com a cor escolhida, faça a alteração gradativamente, uma vez por mês.

• Antes de uma mudança radical, aconselhar a cliente a ouvir a opinião de parentes e amigos e a visualizar a mudança. Somente faça o trabalho quando tiver certeza de que ela realmente está decidida a mudar.

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