Matéria da Revista Cabeleireiros.com - Edição 45

ImprimirMadeixas à venda

Avalie: 12345

venda_de_cabelosA comercialização de cabelos garante um bom faturamento para quem vende e qualidade de
atendimento para quem compra

texto: Deise Lima | foto: divulgação

Campeão no ranking da vaidade, o cabelo está sempre em evidência. Loiro, escuro, vermelho — e por que não azul ou rosa? —, mulheres e homens procuram seguir as tendências de cores e estilos. Mas e quando você deseja que os fios curtos fiquem compridos ou eles insistem em não crescer mais? O mercado de apliques, perucas e longamentos está aí, e é alimentado por uma verdadeira rede de compra e venda de cabelos.

Há quem venda, há aqueles que compram e há profissionais especializados em higienizá-los e prepará-los para o repasse. Embora alguns tipos de cabelos sejam mais procurados, todos são comprados. A comercialização é feita pela cor, comprimento, quantidade e qualidade. Fios naturalmente claros e finos ou cacheados são os mais procurados — e também os mais difíceis de encontrar. “Não compramos cabelos com nenhum tipo de química, somente virgens.

A critério das clientes, podemos colorir ou fazer mechas”, explica Nilta Murcelli, proprietária da Nilta Perucas. A empresária está no ramo de beleza há mais de 50 anos e se especializou em perucas e apliques de fios sintéticos e naturais. Em seus salões, a procura por cabelos ocorre por quem está em tratamento médico, por quem gosta de variar o visual ou por atores que precisam compor um novo personagem.

Uma vez adquiridas, as madeixas passam por tratamentos antes de ser colocadas. “Retiramos os fios quebradiços e todos são bem higienizados”, confirma Nilta. O cabeleireiro Julinho do Carmo, famoso por realizar alongamentos nos cabelos de Carla Perez e Joana Prado, conta que, em seu salão, trabalha apenas com cabelos humanos. “Prefiro os fios argentinos e os do sul do Brasil, pois acredito que são mais saudáveis e resistentes”, explica.

A venda de cabelos por parte das pessoas pode ser por várias razões. Em geral, o “dinheirinho” extra impulsiona a atitude. Homens e mulheres procuram o serviço, mas a ação é mais comum entre elas. “Os homens vendem por motivos como faculdade e alistamento militar e, quando compram, geralmente é para presentear alguém”, enfatiza Nilta.

Vilma Stefanuto tem grande experiência na venda dos seus cabelos. Já o faz há alguns anos, e a primeira vez aconteceu ao assistir a um programa de televisão no qual Nilta Murcelli contava sua experiência. “Como eu tinha fios bem compridos e vi que a Nilta comprava, fui procurá-la. Ela avaliou meu cabelo como de boa qualidade, porque ele é bem liso e virgem. Daí por diante, não parei mais. Sempre vendo e posso dizer que compensa financeiramente”, conta.

Não existe idade mínima ou máxima para a venda. Vilma, hoje com 52 anos, se prepara novamente para isso. “Eles agora estão grisalhos e tenho a chance de ganhar ainda mais”, garante. Segundo Nilta, os grisalhos e brancos naturais são raros e bem procurados.

Além de apliques, alongamentos e perucas, itens como próteses capilares, tranças, great lengths, entrelaçamento, método de telas e apliques com queratina italiana são beneficiados pela venda de fios naturais. “Mulheres preferem fios longos de 60 a 80 cm. Os homens são mais vaidosos em relação à calvície. Quando ela aparece, logo querem dar um jeito”, brinca Julinho.

De acordo com o site comprarcabelo.com, é importante optar por profissionais qualificados. Em média, são necessários 100 g de cabelos para a manutenção do alongamento, 200 g para fazer o procedimento em meia cabeça e 300 g para o serviço completo.

Deixe um comentário:



Buscar

Notícias

Newsletter

Assine e receba as novidades da revista em primeira mão.



Publicidade


Revista Cabeleireiros.com

Login Cadastre-se