Matéria da Revista Cabeleireiros.com - Edição 48

ImprimirMake-up artística invade a pirataria

Avalie: 12345

cinemaO trabalho de maquiagem é um dos poucos pontos positivos da nova continuação de Piratas do Caribe

texto: Eder Garrido | foto: divulgação

Após arrecadar mais de 2,6 bilhões de dólares nos cinemas mundiais, a série Piratas do Caribe retorna às telonas depois de quatro anos. Em Navegando em Águas Misteriosas, o capitão Jack Sparrow (Johnny Depp) vê-se em meio a uma disputa entre espanhóis e ingleses por um par de cálices de uma fonte da juventude. Corre daqui, foge de lá, brotam em seu caminho Angélica (Penelope Cruz), um amor do passado, e o pirata Barba Negra (Ian McShane), que também têm interesse nos poderes da água rejuvenescedora.

Ao contrário das produções anteriores, o quarto Piratas do Caribe traz um enredo simples – para não dizer superficial –, enquanto o ritmo continua o mesmo. Há mais espaço para lutas de espada, invasão de navios e picuinhas entre Sparrow e sua antiga namorada. O resultado não é propriamente ruim, mas nota-se uma involução. A mais evidente está no personagem capitão Barbossa (Geoffrey Rush), que só dá as caras para pontuar sua sede de vingança contra Barba Negra.

Os elementos novos também não dizem bem a que vieram. Penélope Cruz está linda, mas não brilha em nenhum momento. Sua trama é rala, e o mistério em torno do personagem cai por terra nos primeiros 30 minutos de filme. Sobram para Johnny Depp e seu Sparrow. Não raramente, o espectador tem a impressão de essa história ter sido feita unicamente para ele.

Boa mesmo é a caracterização dos atores, feita com maquiagem caprichada e figurino impecável. Os piratas têm a pele tostada pelo sol e pelo sal da água do mar; enquanto os oficiais ingleses mostram uma aparência clara e acetinada. Integra o time de profissionais de make-up Nikoletta Skarlatos, entrevistada no mês de junho na seção Trajetória de Sucesso. Ah, e não deixe de prestar atenção no excelente trabalho realizado nos cabelos dos personagens, conferindo-lhes mais veracidade.

Ao que parece, a falta de força do roteiro foi notada nos estúdios da Disney antes do lançamento do filme. Solução? Lançá-lo em 3-D. Soou oportunista. Dispensável, o recurso não deixa as imagens mais impressionantes, sendo notado nas cenas em que as espadas parecem saltar da tela. Já os efeitos especiais são bem utilizados nas cenas das sereias assassinas, cujas lágrimas são parte da receita para fazer a magia da fonte da juventude dar certo.

Confira também:

Dicas sobre base inteligente

Deixe um comentário:



Buscar

Notícias

Newsletter

Assine e receba as novidades da revista em primeira mão.



Publicidade


Revista Cabeleireiros.com

Login Cadastre-se