Matéria da Revista Cabeleireiros.com - Edição 54

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entrevista_internacional (5)Vencedor de vários prêmios internacionais, Emiliano Vitale, do é Salon, mostra como transitar bem no mundo da moda pode ser um trunfo para os negócios

texto: Liana Pires | fotos: Paul Scala

Cabeleireiros.com: Qual é a melhor coisa de ser um cabeleireiro profissional?
Emiliano Vitale:
É ter uma vida inacreditável graças à profissão, vivendo novas experiências todos os dias. Experimento uma euforia diferente toda vez que pego um par de tesouras e começo um novo corte de cabelo. Tenho a habilidade de fazer meus clientes se sentirem maravilhosos, além de contar com o privilégio de ser o mentor de jovens cabeleireiros, ajudando-os a realizar seus sonhos. Além disso, trabalho nos maiores shows e eventos do mundo fazendo o que amo.

C.C.: Um bom cabeleireiro deve conhecer conceitos de arquitetura?
E.V.:
É importante entender os conceitos de formas, de balanço e de como os ângulos podem ser trabalhados em harmonia. Com essa aproximação sistemática entre a arte e o corte, é possível desenvolver looks únicos para nossos clientes, que acentuem seus traços.

entrevista_internacional (2)C.C.: Quais são suas técnicas favoritas de corte e penteado?
E.V.:
Faço parte do clube dos cortes clássicos. Acho que é mais fácil encontrar o balanço da forma quando o corte foca nos ângulos, no crescimento do cabelo, na textura e na estrutura capilar. Também amo franjas, que têm o poder de modificar como se vê o rosto. Nos penteados, adoro trabalhar com variações e combinações de texturas. Nesse quesito, é fundamental preparar o cabelo adequadamente para o que você deseja fazer. Muitos cabeleireiros não percebem isso, e o resultado é sem substância.

C.C.: E com relação à coloração?
E.V.:
Gosto de simplicidade e de cores fortes e brilhantes. Acho que elas mantêm o cabelo interessante e revelam os melhores aspectos do corte de cabelo. Também aprecio trabalhar com paletas de tons que criam ilusões de ótica.

entrevista_internacional (3)C.C.: Qual é o segredo para traduzir as tendências de moda o dia a dia do salão de beleza?
E.V.:
O segredo é escutar as palavras que não são ditas. Viajo o mundo demonstrando e ensinando os cabeleireiros, mas também aprendo em cada cidade que visito. Trabalho regularmente nas semanas de moda de Nova York e de Londres, então estou exposto às tendências bem antes da maioria das pessoas. Tento entender os fundamentos das inspirações por atrás das tendências. Então, com esse conhecimento, consulto meus clientes para descobrir quem eles são, como definem sua personalidade, o que gostam e não gostam e o que o cabelo significa para eles. Armado com essas informações, crio um look individualizado. Claro, às vezes um cliente usa o mesmo estilo há anos, mas minha obrigação é incentivá-lo a experimentar a mudança.

entrevista_internacional (1)C.C.: O que mudou no mundo da beleza desde que você começou sua carreira?
E.V.:
Existem muitas oportunidades fornecidas pela tecnologia. Uma tendência desenvolvida hoje amanhã já é traduzida para o salão de forma que os clientes gostam. No passado, as novidades das passarelas e dos editoriais demoravam três meses para serem publicados em uma revista e então os cabeleireiros frequentavam cursos para aprender a reproduzi-las. Atualmente, três horas depois da passarela, a notícia já está na internet e no dia seguinte alguém já mostra como fazer no YouTube. Este é o mundo no qual vivemos! Tão excitante!

C.C.: Depois de 28 anos de profissão, o que mais o impressionou na indústria da beleza?
E.V.:
O desenvolvimento de produtos profissionais. Existem cosméticos inovadores que permitem que a imaginação do cabeleireiro no momento da criação voe solta. Também me impressiono com os profissionais que combinam técnicas diferentes para dar origem a uma nova. Hoje, muitos cabeleireiros talentosos estão buscando quebrar as fronteiras criativas. Um grande exemplo é a equipe X-presion. Eles são tão únicos e puristas na arte dos trabalhos vanguardistas. Outro é Angelo Seminara, um verdadeiro gênio na arte da originalidade. Também tem Sassoon, Sanrizz, Saco e Mazella and Palmer, que engrandecem e aprimoram as técnicas clássicas.

Centrevista_internacional (4).C.: E como o é Salon se encaixa no segmento da beleza?
E.V.:
Vivemos entre o mundo da moda e as tendências clássicas de corte, misturando os dois movimentos e experimentando as possibilidades das técnicas clássicas e do estilo criativo. Gosto de me referir a isso como criatividade comercial.

C.C.: Em 2011, você trabalhou em países como Rússia e Brasil. O que mais o impressionou nesses locais?
E.V.:
A sensação que tive enquanto andava na Praça Vermelha foi inesquecível. Senti como se estivesse vivendo um conto de fadas. Que beleza de arquitetura e contrastes de cores! Tudo se fundia para criar uma combinação perfeita. Também amei o Brasil. Fiquei impressionado com a riqueza da cultura. Não tinha ideia de que os brasileiros são uma mistura de tantas culturas, e achei isso incrível.

C.C.: É fundamental para um cabeleireiro fazer cursos em Londres e Paris?
E.V.:
É necessário se aperfeiçoar e se desafiar continuamente. É essencial continuar a expandir seu repertório, suas técnicas e sua ideias. Qualquer lugar do mundo que tenha ótimos cabeleireiros ajuda nessa trajetória, mas há uma atmosfera única nas academias de Londres e de Paris Existe o legado dessas duas grandes cidades no mundo da moda, e elas por si só inspiram os profissionais.

Galeria de fotos:

  • Force | Lisa Muscat (é SALON)
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  • Force | Lisa Muscat (é SALON)
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