Matéria da Revista Cabeleireiros.com - Edição 47

ImprimirMuito mais do que um filme…

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A atriz Cinara Leal é a garota-propaganda da linha Relaxima, um dos lançamentos da Matrix em 2011Quando a Matrix ingressou no mercado brasileiro, a identificação com o filme homônimo foi imediata. Hoje, seis anos depois do mexicano Koukin Villegas assumir as diretrizes da marca no País, ela conquistou identidade própria e público fiel

texto: Liana Pires | fotos: divulgação Matrix

Cabeleireiros.com: Qual é o segredo para uma empresa de cosméticos fazer sucesso na venda de produtos ao consumidor?
Koukin Villegas:
É necessário criar um vínculo com o cliente final, que geralmente precisa de soluções rápidas para os seus problemas. A marca escolhida precisa trazer tais soluções. Na maioria das vezes, não existe a venda direta e os produtos ficam dispostos em prateleiras, então não é fácil criar este vínculo. Por isso, os cosméticos vendidos diretamente aos consumidores precisam apresentar resultados e uma publicidade autodidata à prova de erros.

C.C.: Em relação ao contato com o profissional, o vínculo é mais fácil?
K.V.:
Nos cosméticos profissionais, a concepção e o desenvolvimento são diferentes. A ideia é apresentar soluções sofisticadas que não fiquem restritas ao produto. A verdadeira inovação está na técnica de manuseio e aplicação, que é exclusiva e respeita a fibra capilar. Assim, o cabeleireiro deixa de ser somente um aplicador de tinturas, hidratação, etc.

C.C.: Quais são as estratégias para cativar o público profissional?
K.V.:
Educação é fundamental para aproximar-se desse público. O cabeleireiro é um ser humano, e a marca precisa “abraçá-lo”, participar do seu desenvolvimento e contribuir para seu sucesso. Essa filosofia vale para profissionais dos grandes centros e também do interior. Portanto, quando o centro técnico e o distribuidor ficam distantes, é preciso arrumar uma forma de deixar a educação acessível a todos. O cabeleireiro não é um objeto de negócio, mas um parceiro.

C.C.: Você considera diferenciada a relação que tem com os cabeleireiros?
K.V.:
Cabeleireiros gostam de novidades e de criar técnicas e métodos. As marcas de cosméticos precisam identificar essas necessidades e manter alto o nível de satisfação. Então, além de criar bons produtos, é fundamental ter uma rede de distribuição que funcione. O que facilitou para nossa marca foi o diferencial de considerar a estrutura do cabelo, não somente sua beleza aparente.

C.C.: Quais são as dificuldades das grandes marcas para entrar no mercado brasileiro?
K.V.:
Quando a Matrix chegou ao Brasil, todos perguntavam: “Mas Matrix não é um filme?”. Ríamos dessa reação, mas ela era a prova de que tínhamos um extenso trabalho pela frente. Agora, os profissionais sabem que Matrix também é uma empresa de cosméticos. O mercado nacional é sofisticado, então realizamos um trabalho para que cada um de nossos consumidores se considerasse um embaixador. Em um dos maiores mercados do mundo, ser novidade é difícil...

C.C.: Quais são as especificidades da mulher brasileira?
K.V.:
Elas estão cada vez mais exigentes. Gostam do cabelo e querem que a beleza dele seja elevada ao máximo. Desejam aliar brilho à saúde. E em cada Estado as necessidades são diferentes. A guanidina, por exemplo, faz sucesso no Nordeste, onde os cabelos são mais encaracolados. Já o tioglicolato é top no Sul e no Sudeste. Essa informação influencia até na estratégia da educação.

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