Matéria da Revista Cabeleireiros.com - Edição 46

ImprimirO fim de um tabu

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depilacao_intimaA remoção dos pelos das áreas íntimas supera os preconceitos e se torna um sucesso entre mulheres e – acredite – homens!

texto: Eder Garrido | foto: divulgação

Durante anos, ela foi repudiada pelas mulheres  e nem sequer era mencionada pelos homens. Mas, aos poucos, a depilação íntima deixou de ser vista como uma ideia absurda e passou a ser encarada como uma forma de garantir mais higiene à determinada região.

O debate constante sobre a técnica ajudou a popularizá-la e diminuir o preconceito em relação a ela. Apesar disso, vez ou outra, a polêmica é reacendida, como aconteceu em 2009, quando a depilação íntima foi proibida no Estado americano de Nova Jersey após duas mulheres terem sido hospitalizadas por contrair infecções durante o procedimento.

De acordo com a dermatologista Cristiane Braga, os pelos funcionam como uma barreira protetora das regiões íntimas e, uma vez que a higiene desse local seja feita da maneira correta, não há qualquer problema em aderir à prática. “Mas é dever do profissional orientar os clientes de que a predisposição para possíveis alergias pode aumentar sensivelmente”, ressalta.

O procedimento pode ser realizado em qualquer mulher a partir de 15 anos, desde que com a autorização dos pais ou responsáveis. A única ressalva ocorre se a pele apresentar hipersensibilidade. Nesse caso, nem pensar! Para se certificar disso, o depilador deve fazer antes um teste com cera. Os homens também estão encontrando vantagens no serviço, mas ainda não se sentem à vontade para falar sobre o assunto. Nem com o próprio depilador! Portanto, descrição máxima na hora de atendê-los é a chave para garantir o retorno do cliente ao salão.

A cera quente ainda é a mais indicada para a depilação íntima. “Ela dilata os poros e contribui para o relaxamento da pele, o que diminui consideravelmente a dor”, diz Regina Jordão, diretora da rede Pello Menos, especializada em depilação.

Por se tratar de uma região mais flácida e desprotegida, há quem defenda a utilização do laser para eliminar os pelos. Suelli Domingues, cosmetóloga da clínica Deep Laser, defende a técnica, pois esta evita o encravamento dos fios que nascerão posteriormente.

Cabe ao profissional alertar que, quando feita pela primeira vez, a depilação íntima pode causar leve irritação local, uma resposta natural do organismo. Nesse momento, vale reforçar também a importância da higiene e, ao final da sessão, aplicar um gel calmante, para amenizar o ardor. Assim como na depilação em outras partes do corpo, a íntima também precisa de uma esfoliação prévia do local, maneira eficaz de evitar problemas futuros com foliculites. Algumas empresas oferecem uma calcinha descartável para evitar que a cera escorra para regiões como a mucosa vaginal ou o ânus.

Pelos removidos, vale a pena ater-se a algumas precauções, como não expor a área depilada ao sol por três dias, não utilizar roupas íntimas com elástico apertado e evitar trajes justos, como calça jeans com lycra. Diferente de pernas, axilas e buço, que podem ser depilados todas as semanas, as áreas íntimas precisam de um intervalo de 20 a 30 dias entre uma remoção de pelos e outra. Se esses cuidados forem observados, basta celebrar os resultados.

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