O que aconteceu com o formol?



Conheça mais sobre essa substância, que “invadiu” os salões de beleza e virou a arma das mulheres que buscam cabelos lisos
Karin Maia Monteiro (professora de cosmetologia do curso de aperfeiçoamento em cosmetologia e estética capilar da Unicamp)
A grande quantidade de informação a respeito dos riscos da exposição ao formol (ou formaldeído) parece não ter sido suficiente para coibir o uso indiscriminado desse produto nos salões de beleza. Infelizmente, o imediatismo e a falsa ideia de que o cabelo está sendo “domado” têm falado mais alto. Mais e mais produtos surgem e – o mais grave – incluem o formaldeído em sua lista de componentes químicos sem especificar a concentração usada.
O limite permitido como conservante é de 0,2%, conforme descrito na Resolução 162/01 da Agência Nacional de
Vigilância Sanitária (Anvisa). Como agente endurecedor de unhas, a porcentagem é de 5%, de acordo com a Resolução 79/00, no Anexo V. O detalhe é que com a concentração de conservante não é possível obter o alisamento dos fios. Assim, se o produto é destinado ao alisamento capilar e contém formol como componente ativo principal, certamente a concentração está acima da permitida.
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