Matéria da Revista Cabeleireiros.com - Edição 43

ImprimirO que colocar na cabeça do cliente?

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artigo_oswaldo (1)Escolher os cosméticos e saber como cobrar por eles é essencial para obter um resultado positivo no final do mês

Osvaldo Alcântara: consultor de negócios

Se você deseja alcançar o sucesso, deve utilizar produtos de qualidade. Eles não são, necessariamente, os mais caros, e sim os que melhor se adaptam ao seu modo de trabalho. Não adianta fazer economia para ter rentabilidade. Antes do preço, é preciso procurar qualidade. Quem escolhe produtos a baixo custo é responsável pelo que comprou e pelo resultado posterior. Muitos profissionais adotam essa postura, já que o investimento pequeno permite ter preços mais baratos do que os da concorrência. Mas é um erro. Pesquisas comprovam que o preço é responsável por somente 9% da fidelização.

Antes dele, estão as técnicas do profissional, a higiene do local e a excelência no atendimento. O preço deve estar equilibrado com o bairro e com o tipo de cliente que se quer alcançar. Não existe bairro ruim, basta saber se adequar a ele. Nunca teste nenhum produto nos seus clientes. Faça isso em funcionários ou familiares. Quando entra no salão, a clientela tem que se sentir única. Olhe nos olhos, mostre interesse, escute atentamente e faça o que puder para melhorar a aparência do cliente. A maioria dos profissionais abrem o salão e começam a trabalhar como se estivessem em um ponto de venda de doces. Lembre-se de que você está vendendo qualidade e arte. Vence aquele que sabe se vender.

artigo_oswaldo (2)Outra dica é ficar alheio aos produtos que notoriamente fazem mal à saúde, como o formol, que quase acabou com a nossa profissão. Todos sabem dos males causados pela substância, mas péssimos cabeleireiros ainda o usam nos salões de beleza almejando ter lucro fácil. Isso é uma irresponsabilidade.

O sucesso depende do profissional, do produto e do que é apresentado para o cliente. Quem tem uma clientela com poder aquisitivo alto pode sugerir que o tratamento ou a lavagem sejam feitos com um xampu ou leave-in especiais, mediante o pagamento da diferença. Mas nem por isso o produto básico tem de ser ruim. Não deixe que a perspectiva de obter lucro suba à cabeça. Antes de começar qualquer serviço, mostre o que vai usar e explique o que vai fazer.

O cliente tem o direito de saber. E se um cliente trouxer a tintura, diga que você não se responsabiliza por eventuais manchas e que cobrará 80% do preço para a aplicação, valorizando seu trabalho. O cliente não vai até o salão de beleza pelos produtos, mas pela confiança no profissional e nas escolhas dele. Por isso, aconselhe a compra de cosméticos de qualidade e ensine como usá-los. Não tenha medo de perdê-lo. Tratar do cabelo em casa é diferente de tratá-lo no salão. Mudam a técnica e o manuseio. É a mesma coisa que ter um vestido de alta-costura e um feito por uma costureira iniciante.

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