Matéria da Revista Cabeleireiros.com - Edição 14

ImprimirO que leva um salão de beleza à falência?

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Diversos fatores determinam o fracasso nesse empreendimento, que não consegue se manter no mercado contando apenas com excelentes profissionais.

O que leva um salão de beleza à falência? Pela minha experiência como consultor e pelas minhas observações ao longo de minha carreira profissional, essa pergunta dificilmente recebe uma resposta exata. Experimente indagar a um cabeleireiro, ou um empresário frustrado do ramo da beleza, qual o motivo de sua ruína. Você ouvirá um discurso interminável e, ao final, estará com a cabeça mais confusa do que nunca.

Pois então, por que muitos salões fecham? Por que muitos cabeleireiros ou empresários da beleza começam um negócio e em pouco tempo estão fechando, ou passando por sérias dificuldades?

Na maioria das vezes em que um dono de salão de beleza recorre a um consultor externo, pois sentiu necessidade de ajuda, é por ter passado por diversas dificuldades e ter feito várias ações sozinho, na tentativa de reavivar o salão, só que ficou cada vez pior. E o sinal de alerta geralmente é a falta de recursos financeiros, ou mesmo uma alarmante dívida que não pára de crescer e sufoca cada vez mais.

Hoje em dia, tenho visto várias pessoas iniciar um salão de beleza porque recebeu uma indenização quando saiu de seu emprego e quer investir em algo por não querer ser empregado novamente. Cabeleireiros, que após um bom período como empregado e que tenham adquirido experiência em sua profissão, no momento seguinte a ter inaugurado o seu salão para prestar os serviços, não saberá vender, controlar, pagar, receber, lidar com situações fiscais, de mercado e muito menos terá experiência para lidar com as adversidades quando estas começarem. Muitas vezes, estavam ganhando até mais como empregado.

Em outras palavras, conhecer bem a profissão de cabeleireiro é muito diferente de administrar o próprio salão.

OS SETE PECADOS CAPITAIS

1. Querer entrar no mercado sem conhecimento sobre funcionamento, legislação, contratação, administração da equipe e pouca preocupação com o cliente.
2. Encarar a vida de empresário da beleza como um hobby e dedicar-lhe apenas as horas vagas – Estar pela manhã e retornar somente no final do dia.
3. Localização do ponto e aluguel – Estima-se em 10% do faturamento o valor máximo do aluguel.
4. Estoques, o calcanhar-de-aquiles – Não saber administrar produtos, não evitar o desperdício. Atualmente manter um pequeno estoque é uma tendência cada vez maior.
5. Investimento incompatível e falta de capital de giro, por exemplo, pois o tempo de retorno é superior a três anos. Tem que haver uma capitalização que permita ao salão operar no vermelho por algum tempo.
6. Não controlar despesas, e não gerenciar o fluxo de caixa.
7. Não formalizar a relação com os colaboradores. Ficar vulnerável a reclamações trabalhistas.

PARA NÃO FRACASSAR

Se você já atuou no ramo de “Salão de Beleza”, como empresário ou como empregado, não pense que sabe tudo. Visite o maior número possível de salões, converse com os proprietários e cabeleireiros, troquem idéias, confira as diferentes percepções sobre o mercado, sobre dificuldades etc... É normal pensar que fazer amizades ou interagir com cabeleireiros é difícil, pois estes não darão informações sobre as características do negócio para um futuro concorrente. Não é verdade! As pessoas gostam de trocar idéias e falar das dificuldades, basta que seja franco na conversa, se apresentando e explicando sua situação. Para começar, busque salões em bairros distantes ou até mesmo cidades vizinhas, pois assim ninguém se sentirá ameaçado.

Gostaria de receber sua sugestão sobre assuntos que poderiam ser abordados em treinamentos, ou artigos (e-mail: oristanioconsultoria@terra.com.br). Que Deus abençoe a todos.

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