Matéria da Revista Cabeleireiros.com - Edição 25

ImprimirO uso da cor na imagem pessoal

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Escolher a cor adequada para cada cabelo é essencial ao hairstylist

Na criação de um estilo personalizado, é importante saber combinar, esteticamente, a
coloração dos cabelos com a pele da cliente e com o que ela deseja expressar. O hairstylist também precisa conhecer como as cores afetam pessoas de diferentes personalidades. Tenho observado que poucos profissionais analisam o tom de pele de seus clientes, e quando o fazem, acham que podem depender de sua percepção sem recorrer à ajuda de um método ou das ferramentas indicadas. Isso faz muitos dos resultados serem inadequados estética e estilisticamente.

Johannnes Itten, um professor da escola de arte alemã Bauhaus, considerada a mais influente do século 20, foi o primeiro a relacionar a cor da pele de uma pessoa à sua personalidade. Já se sabia, na época, o que cada cor expressava, mas ele observou que cada um de seus alunos tinha a tendência de pintar com determinada cor mais do que com as outras, e que essa cor se relacionava ao tom de pele e à personalidade. Por volta de 1928, ele publicou essa tese em um livro e abriu caminho para outros trabalhos acerca do assunto. Aliás, Itten foi o criador da teoria da estrela da cor, explicitada no célebre livro “Color Star”. Portanto, a estrela de cor deveria ser chamada de “Estrela de Itten” e não de Oswalt, que até hoje não consegui descobrir quem foi!

Nos anos 40, Suzanne Caygill, uma maquiadora e artista americana, fez a mais extensa pesquisa sobre tons de peles brancas (caucasianas), catalogando 64 tons diversos em quatro categorias, que ela chamou das estações: primavera e outono, as quentes; e verão e inverno, as frias.

Em 1991, Jean Patton criou uma classificação para as peles negras. A essas deu nomes de ritmos de música, locais e especiarias: calipso e spike, quentes; jazz e blues, frias; e saara e nilo, neutras.

Para analisar a cor da pele, é preciso estar num ambiente de cores neutras, preferivelmente branco, e ter luz natural. A iluminação artificial geralmente é inadequada porque não há lâmpadas que produzem luz natural facilmente encontradas no mercado, o que dificulta a análise. Observe como o tom da sua pele se altera embaixo da luz branca (azulada), da luz amarela e da luz natural. Só se aprende a analisar a pele em cursos bem estruturados e não seria possível explicar isso adequadamente num artigo de revista.

Para o colorista de cabelos, o mais importante é identificar se a pele é quente ou fria, para acertar a cor do fundo do cabelo. Se for quente, use tons quentes: marrons-avermelhados ou amarelados (mel), loiros-dourados, alaranjados e vermelhos. Se for fria, use tons frios: marrons-frios, tons irisados, cereja e loiro-cinza. Se a pele for muito amarelada e pálida, os louros devem ser evitados. Portanto, para não errar, segue a máxima: “cor quente nas peles quentes, cor fria nas peles frias.”

Além disso, é importante saber o que cada cor expressa e se ela estará de acordo com a intenção da cliente. Nem sempre o que é bonito é adequado. Por exemplo, se a pessoa quiser expressar força e determinação, o cabelo louro pode ser leve demais, porque o amarelo expressa energia e dinamismo. Nesse caso, se a aparência desejada é a de uma loira, o melhor seria aplicar um marrom mais escuro no fundo e, depois, luzes loiras.

Primeiro, vamos ver o que as cores quentes expressam. O amarelo é ligado ao sol e expressa energia, enquanto o dourado é exuberante, pois remete ao ouro e à riqueza. Essas são cores que deixam a pessoa mais dinâmica, porém podem criar agitação. O vermelho é passional e intenso, enquanto o laranja, fruto da mistura de amarelo e vermelho, é emocional. São cores que mexem com o estado emocional. O marrom é associado à terra e dá a impressão de segurança e aconchego.

Os tons frios são o azul, o verde, o roxo, o prata, o branco, o preto e cor-de-rosa. O azul é ligado à água e ao céu, e passa calma. O verde é relacionado à natureza e expressa vitalidade. O roxo é a cor que espiritualiza. O branco cria a sensação de pureza, enquanto o preto é ligado à morte e ao luxo. O prata expressa fineza e é associado ao dinheiro. Finalmente, o rosa é infantil e lúdico.

Quanto mais clara for a cor, maior leveza proporcionará à imagem. Cores escuras são densas e pesadas, então, assentam a pessoa e expressam firmeza, poder e força.

Quando se faz a coloração do cabelo, todas essas questões precisam ser levadas em conta, senão corre-se o risco de criar uma imagem sem harmonia e estética ou de expressar algo não desejado. Além de linda, a cor tem de estar em harmonia com a intenção e a identidade da cliente.

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