Matéria da Revista Cabeleireiros.com - Edição 17

ImprimirOs Rumos da Coiffure em 2006

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A cada ano, empresas do setor de beleza traçam novas metas ampliando e diversificando sua atuação no mercado.

Para planejar e consolidar o sucesso é necessário avaliar desempenhos, estabelecer objetivos e escolher novos métodos e técnicas. As empresas que não se organizam em torno de metas são facilmente superadas pela concorrência. No mercado altamente competitivo da coiffure, não poderia ser diferente. Confiram as perspectivas deste ano, na visão dos executivos do setor.

Uma equipe de profissionais talentosos e o dono à frente do negócio. A fórmula é tradicional, mas já não é mais garantia de lucro certo. Com um mercado consumidor cada vez mais exigente, os salões de beleza precisam investir constantemente na atualização do seu espaço e na qualificação de seus funcionários para se destacar entre os inúmeros concorrentes e garantir a fidelidade do cliente.

“Os hábitos de consumo mudaram, o foco das compras foi reformulado, o conceito e a imagem dos salões estão desvalorizados e, principalmente, nada resta da ostentação de tempos atrás. Hoje, as contingências econômicas desviaram a atenção da cultura do estético e da capacidade profissional para a cultura do corte mais barato”, diz Alexandre Lopes da Cruz, diretor comercial da Maletti, que tem como principal meta para 2006 a valorização do espaço em salões no Brasil.

Segundo o profissional, “hoje, não se sabe ao certo se crescer é abrir mais filiais, manter uma rede ou vender franquias aos investidores que brotam por toda parte. Muitas vezes, para capacitar um profissional não há nem tempo, nem lugar. É por isso que entendemos que para equipar um salão de forma correta é necessário compreender o cabeleireiro, conhecer quem sabe fazer, qual serviço oferecer e a qual público se dirigir. O salão deve ser a projeção de sua imagem”.

A propaganda é a alma do negócio

Respeitando o ditado, a empresa deve estar preparada para passar total credibilidade e segurança ao cliente. Para tanto, é importante estar antenado com as últimas tendências e novidades tecnológicas, além de entender o público, que busca acima de tudo satisfação, através do bem-estar, beleza e conforto.

“Somos líder mundial em pranchas para alisar cabelos e crescemos a cada ano no Brasil. Agora, nossa grande novidade é a nova campanha de mídia que traz a maior garantia do segmento de eletro beleza, 50 meses. Nenhuma outra marca dá esta garantia para pranchas, secadores, balanças, modeladores etc. Isto mostra o respeito ao consumidor e a certeza da qualidade total dos produtos”, conta Marcelo Ceva, diretor da GA.MA Italy, primeira marca a colocar um ionizador em pranchas e a utilizar resistência de cerâmica com baixo consumo e temperatura estável.

Com a economia estável, as empresas bem estruturadas estão conseguindo resultados inesperados. “Janeiro e fevereiro são tradicionalmente muito fracos para o comércio e a indústria. Mas este ano, tivemos um aumento de 30% em nossas vendas em comparação a 2005. Felizmente, começamos o ano com uma boa perspectiva de crescimento”, revela Francisco Barros diretor de marketing da Itallian Hairtech. Ele acha que o Brasil adotou definitivamente a cultura da vaidade. “Esta atitude não tem volta. Daí, o extraordinário desenvolvimento da indústria de cosméticos nos últimos anos”. Para se manter entre os líderes do mercado de produtos profissionais, Francisco garante que a Itallian Hairtech vai continuar se dedicando 100% aos cabeleireiros. Para isto, ampliou sua agenda de cursos e workshops em seus centros técnicos e está promovendo o evento Rally Itallian Color nas principais capitais do país. Para este primeiro semestre, a marca promete muitos lançamentos, entre os quais, novos produtos de finalização e uma linha nova, que, por enquanto, Francisco mantém em segredo garantindo que “será uma bela surpresa”.

O investimento garante o sucesso

Otimismo e ação são fundamentais para encarar os novos desafios. "Nosso mercado está em alta e acredito que esse ano nos trará um bom crescimento. Por isso, vamos ampliar o depósito, abrir o próprio centro técnico, aumentar o espaço em feiras, investir no pessoal. Com certeza, teremos um considerável retorno", garante César Tsukuda, gerente geral da ProArt.

Soraia Ferreti, diretora de marketing da Niasi, também está otimista. “Esse é o ano da consolidação da Linha Niasi Profissional. Teremos um forte calendário de lançamentos e eventos ao longo do ano. Inauguramos em janeiro passado mais um centro técnico, ampliando a nossa atuação no treinamento e no relacionamento com os profissionais. Participaremos das principais feiras nacionais e internacionais do setor e estamos focando os nossos lançamentos em produtos inovadores, como foi o nosso último lançamento, a Escova Gradativa. Nossa meta é crescer 20% na linha profissional em 2006”.

Para Sebastião Motta, gerente de eventos da Taiff, “o ano de 2006 começou bem com um mercado bastante convidativo. Estaremos em cerca de 90% das feiras no Brasil – como a Beauty Fair, que reúne em média 60 mil cabeleireiros – e também em muitos eventos e congressos. Além disso, vamos investir no trabalho de centro técnico”.

Mas se as ações não forem guiadas por um estudo prévio que contemple a imagem e o público-alvo, o resultado pode ser uma aplicação perdida, um tempo gasto inutilmente e o prejuízo, certamente, não será apenas financeiro.

“Interpretar claramente essas variáveis e equilibrá-las no orçamento é o que distingue uma empresa bem-sucedida das outras. Nós, que somos parte da comunidade estética, temos a missão de revalorizar o serviço e contribuir para que o cliente seja protagonista na elevação social da marca. O resultado econômico será apenas uma conseqüência”, conclui Alexandre Lopes da Cruz.

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