Matéria da Revista Cabeleireiros.com - Edição 28

ImprimirPiolho à vista

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Você percebeu que um cliente não pára de coçar a cabeça e detectou que ele está com piolhos? Saiba o que são esses insetos e como agir para não criar uma situação constrangedora

Gennaro PreiteGennaro Preite (cabeleireiro e consultor técnico)


Tocar neste assunto não é nada agradável. São tantas as sugestões que dá até vontade de coçar a cabeça. As estações mais quentes do ano são os períodos nos quais se prolifera com facilidade a pediculose, chamada popularmente de piolho.

O nome científico desse inseto é Pediculus humanus capitis. Não possui asas, têm pernas adaptadas para o salto, se alimenta do sangue do couro cabeludo e provoca uma coceira intensa. Vive entre 30 e 45 dias.

Ao contrário do que muitas pessoas pensam, o piolho aparece em cabelos higienizados e saudáveis tanto de crianças quanto de adultos, independentemente da classe social do portador. Este inseto gosta de cabeça limpa, e quem lava os fios diariamente também corre o risco de ser afetado pelo problema.

A transmissão acontece pelo vento, já que o inseto é leve e, portanto, pode ser carregado pela corrente de ar. Outra forma de contagio é o contato direto – abraços e convivência em ambientes pequenos. Por este motivo, ocorre alta incidência de piolhos em crianças em idade escolar, pois elas brincam juntas e compartilham os mesmos objetos.

Com base em dados do departamento de biologia do Instituto Oswaldo Cruz (IOC), de 30 a 40% das crianças brasileiras têm piolhos. Dependendo da espécie, a fêmea do piolho pode colocar, durante sua vida, até 300 ovos – as famosas lêndeas.

A pediculose não impede o atendimento de clientes em salões de beleza. Mas é importante que os cabeleireiros sejam treinados para manter a discrição e adotar procedimentos cautelosos a fim de evitar uma infestação, como agendar um horário reservado para este cliente e separar todos os objetos que o atendimento requer. É recomendável descartar pentes e esterilizar cuidadosamente toalhas, tesouras e navalhas.

Outra recomendação é evitar o brushing, já que calor do secador e o atrito da escova com a cabeça causam desconforto. O profissional deve, com educação e sutileza, sugerir que o cliente procure o atendimento de um dermatologista. Qualquer processo químico precisa ser evitado nesse período. Os piolhos causam eczemas no couro cabeludo, os quais costumam ser uma porta aberta para outras infecções e irritações na pele. O tratamento acaba com os estes “inquilinos indesejáveis”, em, no máximo, dez dias

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