Matéria da Revista Cabeleireiros.com - Edição 24

ImprimirPrincípios da coloração - Parte II

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Quem deseja se aperfeiçoar, terá de ter muita perseverança na busca de informação

Nesta edição, darei continuidade ao fascinante assunto dos princípios da coloração. Aqui, tentarei desmistificar ao profissional cabeleireiro este universo moderno e atual que, de 20 anos para cá, vem modificando a rotina dos salões de beleza.

Embora o processo de tentar mudar as cores de cabelos seja bem antigo, conta-se histórias, de mais de mil anos antes de Cristo, aonde se usava folhas de uma planta denominada como Henna, a qual tinha a característica de liberar um sumo alaranjado ou vermelho, de acordo com a idade da mesma, e era aplicado nos fios de cabelo que ficavam expostos ao sol, durante mais de uma hora, para oxidar naturalmente, proporcionando uma leve coloração.

O processo de coloração oxidativa com H2O2 é novo no mundo e existe no Brasil há cerca de 70 anos. Nesta época, segundo dados de empresas na internet, existiam cerca de 1.500 a 2.000 salões de beleza no país. Com a abertura do mercado internacional nos anos 90, houve uma grande evolução neste setor e o Brasil passou a ter muitas marcas de colorações. O que é benéfico para o profissional cabeleireiro que passa, a partir daí, a ter mais opções para oferecer a sua cliente.

Tanto no Brasil quanto em outros países, o conhecimento sobre este processo tão magnífico que é a coloração capilar, é muito superficial, pois se trabalha ainda com o conhecimento de 50 anos atrás. O profissional, que deseja se aperfeiçoar neste meio, terá de ter muita perseverança para se informar, pois quem fabrica a coloração possui uma visão deste produto e o cabeleireiro, que faz uso dele, tem outra diferente.

Acredito que está na hora de trazer à tona a verdadeira informação sobre este assunto. Tenho certeza que quando o profissional possuir mais conhecimento, irá ficar, ainda mais, apaixonado pela coloração capilar.

Quando comecei a fazer os primeiros cursos de colorimetria, me foi dito que existia uma numeração universal, mas, em 1990, já havia dúvidas sobre isso. Em meu salão, trabalhávamos com duas marcas de coloração e as referências numéricas não batiam. As cores naturais, de 1 a 10, possuem referência numérica conhecida no mundo todo, já os reflexos ou nuances, que são representados por números depois de vírgulas ou de barras, mudam de acordo com a origem do produto. Nestas duas marcas, que eram usadas no salão, havia incoerência na numeração, pois em uma delas a referência /2 era violeta e na outra empresa, a mesma referência, era Mate, e assim por diante.

Com a abertura de mercado, depois de 1991, o cabeleireiro brasileiro passou a ter acesso a outros produtos no mundo e percebemos que cada país ou cada empresa carrega uma nomenclatura própria, preservando apenas a numeração de 1 a 10 que são reconhecidas universalmente. O que vem depois da barra varia de acordo com a característica de cada fabricante, por exemplo: existem fábricas no mundo que o cinza é /1, na Itália hà empresas que adotam como cinza /2.
É importante ressaltar que isso não é culpa dos professores, pois essa era a informação ensinada na época, mas o mundo evoluiu e, com isso, as informações também.

Na próxima edição darei continuidade aos princípios da coloração, enfatizando a complexidade dos corantes e, inclusive, desmistificando as misturas de cores de forma real.

Ressalto que estas matérias fazem parte de uma longa pesquisa e acompanhamento de diversas pessoas da área. No final desta série, divulgaremos algumas referências bibliográficas.

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