Matéria da Revista Cabeleireiros.com - Edição 14

ImprimirProcesso de Relaxamento exige cuidados II

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Mais do que um processo químico, o relaxamento resulta em uma transformação, que exige cuidados antes, durante e após a aplicação.

Através do processo de relaxamento o profissional transforma cabelos crespos em lisos e brilhantes. Um procedimento aparentemente fácil, mas que requer técnica e conhecimento, distribuídos em três fases distintas: diagnóstico, aplicação e precauções. Na edição anterior, a primeira matéria focalizou o diagnóstico, fase que antecede a aplicação, que agora será apresentada como continuidade do processo.

Aplicação

Todas as três etapas são interligadas e subseqüentes. Sendo assim, a aplicação, ou realização do processo de relaxamento, só poderá ser realizada com o prévio conhecimento de todos os passos do diagnóstico. Acompanhe agora os procedimentos indispensáveis a um relaxamento bem-sucedido.

1. Teste de mecha

O teste de mecha consiste em simular o relaxamento em todos os seus passos, a fim de confirmar a resistência dos fios (raiz, meio e pontas). Isto inclui calcular o tempo necessário para a obtenção do efeito desejado, observar o grau de dificuldade no enluvamento e como o cabelo vai ficar depois de neutralizado e seco. O teste é indispensável para identificar qualquer resíduo de produto químico anterior, que por acaso esteja no cabelo incompatibilizando com o ativo relaxante escolhido, e também a sensibilidade do couro cabeludo em contato com o produto, mesmo que acidentalmente. Recomenda-se que cinco minutos antes de terminar o processo encoste-se o produto no couro cabeludo para verificar a resistência do mesmo.

Deve-se selecionar mais de uma mecha-teste buscando uma melhor representatividade do todo. De preferência, no alto da cabeça e laterais.

2. Processo de aplicação

A fim de evitar sensibilização no couro cabeludo é de suma importância que a pessoa fique, pelo menos, dois dias sem lavar a cabeça. A oleosidade natural contribui para a proteção, que é reforçada com o uso de um protetor para o couro cabeludo aplicado, sem economias, em toda a extensão do couro, testa, orelha, nuca e face. O produto relaxante deve ser aplicado cerca de um centímetro afastado da raiz. O calor proveniente do couro cabeludo e o enluvamento se encarregarão de fazer com que o produto chegue à raiz no momento certo. O enluvamento deverá respeitar a curvatura de crescimento do fio em cada região da cabeleira. As pontas irão receber o produto apenas nos momentos finais, pois são mais porosas que o restante dos fios, o que facilita a penetração do ativo relaxante na região cortical, onde deverá agir.

3. Acompanhamento da resistência do fio durante o processo

Durante todo o processo de aplicação, enluvamento e pausa do produto relaxante, o cabeleireiro deve estar atento ao grau de elasticidade e amolecimento da fibra capilar, nas diversas partes da cabeleira. A elasticidade deve ser tal, que o fio possa ser alongado e ao ser solto retorne ao seu estado original, sem franzir.

4. Importância do enxágüe

A água é o primeiro passo da neutralização, por isso o enxágüe é de suma importância. Muita água deve correr sobre os fios. A água tem que ser abundante o suficiente para que o produto seja rapidamente retirado, e com temperatura morna, para facilitar a fluidez do creme relaxante depositado sobre os cabelos. Portanto, um longo tempo deve ser utilizado na lavagem do couro cabeludo, nuca e ponta dos cabelos até que a água saia limpa e cristalina, sem resíduos de produto.

Na próxima edição concluiremos esta matéria com as precauções, ou cuidados indispensáveis à manutenção do relaxamento.

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