Matéria da Revista Cabeleireiros.com - Edição 15

ImprimirProcesso de relaxamento exige cuidados III

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Os cuidados na realização de um processo de relaxamento envolvem fases distintas, diagnóstico, aplicação e precauções, indispensáveis a um procedimento bem-sucedido.

Nas matérias anteriores focalizamos as duas primeiras etapas que acompanham o processo de relaxamento. Por se tratar de um processo químico, que modifica a estrutura dos fios, é indispensável que todo profissional antes de realizá-lo siga atentamente cada etapa, para que a transformação obtenha êxito. Na primeira matéria falamos sobre o diagnóstico, e na segunda apresentamos a aplicação. Agora falaremos sobre as precauções concluindo o tema Relaxamento.

Precauções

Precauções vêm a ser medidas antecipadas que visam a prevenir qualquer mal. No caso da aplicação, ou realização do processo de relaxamento, a prevenção atua evitando que fatores desagradáveis e inesperados comprometam o resultado do processo. Entre esses fatores, que inviabilizam o relaxamento, podemos citar a alergia e a sensibilização.

1 - Alergia

A alergia é uma hipersensibilidade a uma determinada substância ou agente físico. Portanto, não tem cura. O melhor a fazer é identificar o agente causador dessa hipersensibilidade e evitar novamente futuros contatos. Assim, existem pessoas alérgicas a perfumes, filtro solar, camarão, esmalte, poeira, bolor, produtos de limpeza etc. Produto não dá alergia, nós é que estamos sujeitos a ser alérgicos a alguma coisa. É algo extremamente normal. Existem pessoas que são bastante alérgicas.

Na pele, um processo alérgico se traduz em vermelhidão, coceira, um leve inchaço e aumento de temperatura, que ocorre apenas no local onde o produto foi aplicado. Assim, se a pessoa tem alergia, os sintomas alérgicos surgirão apenas na região que entrou em contato com o produto. Um processo alérgico generalizado só ocorre por ingestão ou inalação.

2 - Sensibilização

A sensibilização pode ocorrer nos seguintes casos: quando a pele do couro cabeludo é fina e ressecada ou já se encontra sensibilizada ou lesionada; insuficiente quantidade depositada de protetor; creme relaxante em contato com a pele por um tempo excessivo, ou quando o enluvamento junto ao couro cabeludo é muito repetitivo. Essa sensibilização se traduz em ardência. Neste caso, o processo de relaxamento deve ser interrompido e o produto deve ser imediatamente retirado com água em abundância e lavado com shampoo/neutralizante.

Ao observar o couro cabeludo, as manchas avermelhadas resultantes representam uma leve queimadura. Uma bolha contendo líquido de cicatrização irá se formar e ao estourar terá um odor característico de proteína e fará com que alguns fios fiquem colados ao couro cabeludo. Em aproximadamente três dias uma crosta de cicatrização irá se formar, e em cinco dias não haverá mais seqüelas. Não se deve lavar a cabeça nesse período, nem coçar ou interferir no processo natural de cicatrização, tomando cuidado com o pente para que ele não estoure a bolha ou arranque a crosta.

A sensibilização não provoca queda dos fios. Ocorre porque a pele também é queratina e contém pontes de dissulfeto onde o álcali forte amolece e o ativo relaxante desestrutura. Como a pele contém inervação, a resposta à agressão é a ardência. O organismo por sua vez entra em ação no processo de regeneração e cicatrização.

Portanto, para realizar o relaxamento, ou qualquer outro processo químico, não basta apenas que a cliente decida e o profissional execute. Se não levarem em conta todos estes cuidados, o que poderia ser um sonho realizado torna-se um pesadelo, além de comprometer a credibilidade do profissional.

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