Matéria da Revista Cabeleireiros.com - Edição 13

ImprimirProcesso de Relaxamento exige cuidados

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Cabelos lisos e com brilho intenso tornaram-se uma verdadeira obsessão para quem tem cabelos crespos e volumosos, e um desafio constante para os profissionais cabeleireiros.

Cada vez mais as clientes procuram verdadeiras fórmulas mágicas para conseguir deixar os fios superlisos e brilhantes. A solução ideal para este problema é o relaxamento, que transforma o visual, deixando os cabelos com caimento natural e muito brilho. Porém, como se trata de um processo químico, que envolve uma série de cuidados, para conseguir um bom resultado é fundamental que todo profissional, antes de executá-lo, conheça cada uma das etapas que envolvem o procedimento:

    • Diagnóstico
• Aplicação
• Precauções

Diagnóstico

A parte inicial de todo o processo, o diagnóstico, é uma etapa importante pelo fato de determinar, através de um exame minucioso, o procedimento a ser utilizado. Por isto, nesta primeira matéria apresentamos os quatro passos do diagnóstico, que devem ser seguidos à risca pelo cabeleireiro:

1. Diagnóstico do fio

Deve-se fazer uma avaliação da resistência do fio (raiz, meio e ponta) em diversas partes da cabeleira. A fibra seca deve resistir ao teste de elasticidade. Deve-se também fazer o teste de porosidade (contra o sentido do crescimento do fio). Um cabelo poroso apresenta uma característica meio arenosa indicando que no processo o produto será rapidamente absorvido e o tempo para o relaxamento, por conseqüência, será menor. Muitas vezes o mais indicado é que sejam feitas diversas sessões de hidratação, antes do processo, para que o cabelo se encontre em perfeitas condições de elasticidade e porosidade.

2. Diagnóstico do tipo de pele

Deve-se avaliar a pele do couro cabeludo, em toda a sua extensão, juntamente com a da face e pescoço verificando textura e grau de oleosidade. Peles grossas e oleosas são menos sensíveis e mais resistentes que peles finas e secas.

Identificar a presença de dermatite seborréica, pontos de irritação, áreas onde os fios se encontram rarefeitos e se não está havendo queda excessiva. Qualquer alteração deve ser avaliada por um médico dermatologista antes do relaxamento.

Verificar o direcionamento da fibra capilar em toda a extensão da cabeleira o qual deverá ser respeitado, não contrapondo ao sentido do fio durante o processo de relaxamento, para que se previna a quebra do fio rente ao couro cabeludo.

3. Pré-requisito para o relaxamento

É importante coletar informações sobre gravidez, doenças e tratamentos, dietas e regimes alimentares, o uso de medicamentos por períodos prolongados e identificar se houve algum tipo de estresse emocional. Tais fatores impossibilitam o relaxamento ou simplesmente marcam os fios com regiões fragilizadas, que podem resultar em quebra durante o processo ou pós-relaxamento.

4. Histórico

É importante levantar um histórico sobre o shampoo e condicionador normalmente utilizado; freqüência e hora que costuma lavar os cabelos; se usa secador e chapinha constantemente ou não; se tem o costume de molhar os cabelos e deixá-los úmidos; se costuma mantê-los presos ou soltos e se já foi feita alguma química anteriormente e qual foi o produto utilizado. Tais informações podem indicar um desconhecimento da forma adequada de como cuidar dos cabelos, dificultando o relaxamento ou contribuindo para a fragilização do fio após o relaxamento, e impedindo um futuro retoque sem rompimento.

Na próxima edição daremos seqüência a esta matéria apresentando as etapas subseqüentes.

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