Matéria da Revista Cabeleireiros.com - Edição 46

ImprimirQuando o “mais” é demais

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exagero_no_salaoControle os exageros no cabelo e na maquiagem e deixe seu cliente elegante – sempre!

texto: Renata Vieira | fotos: divulgação e Agência Fotosite

O que fazer quando as clientes pedem um penteado, corte ou maquiagem que definitivamente não
vão combinar com elas? Que erros devem ser evitados a todo custo? Às vezes, com o objetivo de seguir uma linha fashion, profissionais da beleza correm o risco de chegar a um resultado espalhafatoso. Em outras palavras, brega.

Dez em cada dez cabeleireiros aconselham a constante atualização com as passarelas de moda. Mas o momento de transportar as tendências para os clientes exige cuidado. Existe uma grande diferença entre looks artísticos, exibidos em desfiles e concursos, e trabalhos comerciais, próprios para o dia a dia.

Segundo Gil Prando, hairstylist e visagista do Salão Roberto Capelli, quem trabalha com beleza deve obrigatoriamente desenvolver os “3Bês”: bom senso, bom gosto e bom humor. Participar de cursos reconhecidos é o primeiro passo para exercitar um olhar refinado. Se a sugestão vem dos clientes e o erro é identificado, como um corte que não vai valorizar determinado perfil ou uma maquiagem que não combina com o tom de pele, é preciso encarar o fato de que os clientes nem sempre têm razão. “Quando você sabe explicar o porquê da escolha não ser boa e passa segurança, respeitando os gostos pessoais, há como chegar a um consenso para agradar o cliente e conseguir um bom resultado”, observa Gil.

O formato do rosto, a rotina e o estilo de vida, preceitos do visagismo são fatores que devem ser levados em consideração no momento de escolher cortes, colorações, penteados e maquiagens. Nesses dois últimos, também entram em análise o jeito de ser do cliente, o horário e o estilo da ocasião. Aqui, a dica é oferecer um teste prévio, para evitar erros e insatisfações em datas especiais.

Cara a cara
Quando os exageros são na maquiagem, Bruno Fernandes, maquiador da divisão profissional do Grupo Ikesaki, ressalta a importância da harmonia entre as cores escolhidas. “A dica é optar por tons que combinam com a pele e o tipo de evento”, sugere.

Um bom método para acertar na seleção de tons é usar a teoria das cores. Segundo esse preceito, tonalidades opostas intensificam-se quando colocadas lado a lado. Para realizar as combinações, utiliza-se o círculo cromático, material facilmente encontrado em casas de materiais para artes plásticas. “Para realçar a cor dos olhos azuis, por exemplo, em vez de usar sombra azul ou verde, pode-se aplicar algo que tenha o tom laranja na composição” exemplifica Vanessa, que dá uma aula completa sobre o assunto em um de seus vídeos disponíveis no Youtube (http://bit.ly/eV7yhd).

Bruno compara o trabalho do maquiador a uma pintura. “A preparação da pele é fundamental para definir o resultado. É preciso tornar o rosto uma superfície lisa, como uma folha em branco, mas de acordo com o tom da cútis”. Para isso, é essencial trabalhar com produtos e acessórios de qualidade. Afinal, não adianta ter as bases mais caras do mercado se os pincéis são ruins ou se a cor do batom não se fixa depois de várias tentativas.

Outro ponto é lembrar da regra básica da bela maquiagem: ressaltar somente os olhos ou a boca, nunca os dois ao mesmo tempo. Vale uma atenção especial ao blush: um deslize comum é deixar o rosto chapado, praticamente sem uma “corzinha”. Prova de que o medo de errar pode deixar o visual sem graça. Por isso, a saída é ter bom-senso, mas não sufocar a criatividade.

Erros gritantes!
Mechas muito marcadas: verdadeiras vilãs dos penteados, as faixas enormes aparecem mais do que o trabalho em si.
Sombras metálicas usadas durante o dia: isso é como usar vestido de paetês em plena luz do sol.
Maçãs do rosto rosadas: nada contra esse tipo de blush, mas o cor-de-rosa em excesso e aplicado de forma errada perde o efeito natural, deixando a mulher parecendo uma boneca de porcelana.
Glitter no cabelo: uma tendência over que deve ser vista somente em festas de carnaval. E olhe lá!
Lápis preto nas sobrancelhas: ninguém tem as sobrancelhas 100% pretas. Elas são sempre mais claras.
Sombra cinza utilizada sem combinação com outras cores: isso deixa o rosto apagado, com ar triste.
Falta de corretivo nas pálpebras: esse detalhe faz diferença e influencia na escolha da sombra.

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