Matéria da Revista Cabeleireiros.com - Edição 17

ImprimirQuanto Mais Eventos, Melhor!

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Eventos diversificados no setor de beleza beneficiam a todos, principalmente quando são realizados por pessoas sérias e comprometidas com a qualidade.

Aprender novas técnicas, se informar sobre as novidades do mercado e conhecer o trabalho dos mais famosos cabeleireiros do país são algumas entre as muitas vantagens de participar de uma feira ou congresso de beleza.

Qualquer evento voltado para cabeleireiros tem grande importância. Além de promover a reciclagem, deixa o profissional com mais vontade de crescer. Ele vai ver tanta coisa nova, que acaba experimentando uma evolução natural na profissão. Para os experientes, que desejam se aperfeiçoar, as apresentações de colegas mais conhecidos ajudam a desenvolver novos estilos, aprender técnicas diferentes e desenvolver idéias. Já os cabeleireiros que se apresentam nos shows ganham visibilidade.

Em matéria de negócios, todo mundo sai ganhando. Os donos de salão, além de conferir os lançamentos têm a oportunidade de conhecer fornecedores de todo o país e, com isto, conseguir negociar preços mais baixos. E a indústria de cosméticos tem nas feiras uma vitrine extraordinária para mostrar seus novos produtos. Não é à toa que os grandes lançamentos costumam ficar reservados para as grandes feiras. Há algum tempo, a maioria das empresas do setor já se deu conta disso. Assim, os eventos de beleza vêm crescendo e se multiplicando por todo o país.

Shows, workshops e demonstrações proporcionam um aprendizado que não há dinheiro que pague. O único problema é que os grandes eventos, infelizmente, ainda restringem o acesso de quem dispõe de poucos recursos financeiros. O preço das entradas e matrículas costuma ser alto e, muitas vezes, quem mais precisa de conhecimento não pode pagar para assisti-los. Há organizadores que defendem a necessidade de selecionar o público pelo poder aquisitivo, mas não concordo com isto. Feiras e congressos, na verdade, deveriam ser freqüentados pela grande maioria e não apenas por uma minoria. Aqueles que estão começando e os que não têm condições de viajar para o exterior, não podem comprar um computador ou até mesmo uma revista especializada encontram nos eventos nacionais e regionais a chance de se informar e de se reciclar. Minha sugestão é que, se não for possível reduzir os preços, pelo menos se institua um ou dois dias mais baratos, para permitir o acesso a estes profissionais menos favorecidos.

Feiras e congressos movimentam a economia, incrementam o turismo, levam novas informações tanto para os empresários quanto aos profissionais e, principalmente, funcionam como uma mola-mestra para o crescimento da coiffure nacional. Mas devem estar voltados para toda a classe e não para um grupo seleto. Afinal, os principiantes e assistentes de hoje serão os grandes profissionais de amanhã.

Outro ponto para o qual gostaria de chamar atenção é que, apesar do grande desenvolvimento da nossa indústria de cosméticos e dos eventos nacionais, ainda existem pessoas que só valorizam o que acontece no exterior. Há 57 anos estou neste setor de beleza e já viajei para as maiores feiras do mundo. Com certeza, estive nas mais importantes e posso garantir que não ficamos nada a dever aos congressos internacionais. Claro que existe um ou outro que não vale a pena, mas estes tendem a desaparecer. Para evitar surpresas desagradáveis, aconselho a escolher apenas os mais conhecidos e respeitados.

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