Matéria da Revista Cabeleireiros.com - Edição 28

ImprimirReciclagem profissional

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Feiras, eventos e cursos, tanto de graduação quanto de extensão, são imprescindíveis para os profissionais de beleza ascenderem na carreira

Osvaldo Alcantara (consultor de negócios)Osvaldo Alcantara (consultor de negócios) 

Até alguns anos atrás, quem não tinha uma profissão estabelecida acreditava que poderia “salvar” seu sucesso profissional abrindo um salão de beleza ou passando a atuar como cabeleireiro, sem se preocupar com especialização ou com o conhecimento aprofundado que o ramo exige. Atualmente, os profissionais perceberam que essa postura não pode ser seguida, já que, como os clientes se tornaram globalizados, “exigem” mais informação e know-how dos prestadores de serviços.

Nesse novo panorama, feiras, eventos e cursos universitários e de especialização ganharam seu “lugar ao sol” na rotina dos profissionais de beleza. Eles se deram conta de que esses locais aglutinam pessoas de diversos lugares e que o crescimento profissional e pessoal está atrelado à reciclagem de informações por meio das trocas de experiência entre todos.

Aliado a isso, a postura competitiva que os organizadores das feiras nutriam para com os cabeleireiros acabou. Eles entenderam que os profissionais de beleza são seus maiores divulgadores, e a disputa deu lugar à interação. Considero esse fator fundamental, pois quem não acredita na união volta à estaca zero.

Com as feiras, as informações estão mais acessíveis, e os profissionais que não moram nos grandes centros urbanos – nos quais as tendências de moda e as novidades de produtos e equipamentos chegam mais rapidamente – têm a chance de buscar conhecimento e quem não adota essa postura pára no tempo e no espaço, perdendo a possibilidade de crescer.

Em feiras e eventos, é possível trocar idéias com pessoas de diferentes lugares. Tenho uma amiga cabeleireira, por exemplo, que se orgulha em dizer que de Manaus até a cidade onde mora são dois dias de barco, mas mesmo assim faz questão de participar das principais feiras do setor em seu Estado e em outros lugares do País.

Sou da velha guarda e sofri com relação à profissão, pois houve um período no qual os produtos que eram utilizados profissionalmente precisavam ser importados. O crescimento da indústria cosmética nacional mudou essa situação, e de uma mera promessa o mercado brasileiro se tornou realidade. O profissional passou a contar com mais subsídios para manter-se atualizado.

E isso já vem dando resultados. Há 40 anos, os maiores hairstylists do mundo não se misturavam com os demais. Atualmente, esse conceito de “maiores” ficou obsoleto, porque existem muitos hairstylist brasileiros que realizam um trabalho de qualidade quando se apresentam nos palcos.
O brasileiro é versátil e trabalhador, mas ainda falta a ele o charme europeu e a atmosfera da moda inglesa. Isso não ocorre por falta de competência, mas porque começamos a ascender no mercado de beleza há pouco tempo. Acredito que em no máximo oito anos vamos presenciar verdadeiras maravilhas dos artistas nacionais.

Outro avanço no mercado do profissional de beleza foi a criação e a ampla divulgação de cursos de graduação, especialização e extensão. As turmas são completamente preenchidas e, em alguns casos, as universidades se vêem obrigadas a abrir mais classes. Assim, temos uma gama de cabeleireiros formados em marketing, advocacia ou até mesmo em cursos relacionados à beleza. Antes nossa profissão era rir e ser franco, e hoje o profissional, além disso, precisa estudar. É por esses avanços e pelos que estão por vir que tenho muito orgulho de pertencer à profissão

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