Matéria da Revista Cabeleireiros.com - Edição 25

ImprimirRobert Lobetta: um artista contemporâneo

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Tudo começou em 1973, quando Robert Lobetta conseguiu seu primeiro trabalho como cabeleireiro. “Na verdade, não queria seguir essa profissão. Foi meu pai que disse, quando eu ainda era garoto: ‘filho, você vai encontrar um homem hoje e ele vai te ensinar a cortar cabelo’”, relembra o hairstylist, que não demorou a se convencer que a profissão seria seu futuro. Tempos depois, trabalhou como aprendiz no salão Ricci Burns, um experiente profissional de Londres, e tornou-se diretor criativo do famoso salão de Michael John, também em Londres. Sua história na Sebastian Professional iniciou em 1985, quando pôde trabalhar com Geri Cusenza, uma das fundadoras da marca. O espírito criativo e inovador de Lobetta foi fundamental na conquista do cargo em 1997, e, desde então, tem se dedicado à arte dos cabelos e da fotografia, suas grandes paixões.

Revista Cabeleireiros.com: Quais são suas principais fontes de inspiração na hora de criar um look?
Robert Lobetta: Meus sonhos continuam a me inspirar. Talvez eu seja apenas uma criança grande, de coração, e de certo modo me recuso a crescer. Esta é, provavelmente, a razão do porquê que faço o que faço. Precisamos de fantasias e de sonhos para abrir novos caminhos. Assim, desenvolvemos uma estética diferente de tudo o que estamos acostumados a usar.

RCC: O que é moda para você?
RL: Eu amo moda, mas, para mim, ela está diretamente relacionada a estilo. É a posição de diferentes itens que não deveriam combinar, mas acabam combinando. Usar algo da última moda significa que você está comprando a mais nova tendência, mas isto não tem nada a ver com estilo. Estilo é ser capaz de juntar coisas que não estamos acostumados e achar que ficam bem. Adoro ver pessoas que usam roupas que normalmente não combinariam, mas acabam realizando uma combinação brilhante. Para mim, isto é o verdadeiro estilo.

RCC: Como você vê a moda de hoje no mundo?
RL: Acredito que a indústria fashion está em constante mudança, pois as tecnologias que estão envolvidas em produzir novas fibras e tecidos permitem que os estilistas ultrapassem fronteiras e criem, constantemente, coisas novas. Tendências podem ser usadas como referência, como o que já foi feito no passado, mas eles sempre parecem recriar este trabalho de uma nova forma.

RCC: Em qual conceito você se baseia para criar as coleções de corte e coloração?
RL: Procuro criar tendências que são adequadas ao mercado.

RCC: Que tipo de corte e coloração foi usada na coleção Le Chic Gothique, vencedora do prêmio AIPP 2006/ 2007?
RL: Foi criado um corte ousado, colorido em branco e preto e com arcos cortados com uma navalha afiada. O objetivo era fazer uma alusão à arquitetura gótica do lugar onde usamos para realizar a sessão de fotos.

RCC: O que representa o prêmio AIPP para você?
RL: Me ajuda a reconhecer que o trabalho que faço ainda é adequado à sociedade moderna.

RCC: Quantos prêmios você conquistou em sua carreira?
RL: Não tenho certeza, mas sei que tenho alguns deles. Mas não costumo olhar para o sucesso da minha carreira pelo número de prêmios que ganhei.

RCC: O que é preciso para um cabeleireiro crescer profissionalmente?
RL: Acredito verdadeiramente que alguém, ao ter uma idéia na cabeça, deve lutar por ela não importa como. Também é importante praticar sempre coisas novas, porque quando você está dentro do processo, acaba cometendo erros. Estes erros são importantes no processo de aprendizado.

RCC: Que características você acredita que um cabeleireiro deve ter?
RL: Dedicação e um forte mentor. Ambos os aspectos realmente mudaram minha maneira de pensar.

RCC: Qual é o estilo que predomina nas mulheres americanas? Elas costumam ousar no corte e na cor dos cabelos?
RL: É muito difícil definir um estilo, pois há muitas etnias nos Estados Unidos. A mulher americana não é aventureira como as européias. Ela quer que seus cabelos pareçam cabelos de fato. Não são corajosas quando decidem cortar, mas experimentam algo novo, pelo menos, uma vez.

RCC: Qual será a tendência primavera-verão 2008?
RL: Os cabelos serão suaves e livres, seguindo um corte desconectado. O comprimento será longo, mas precisa ter movimento, porque os fios não são dimensionais, mas tridimensionais. Isto é a chave para a suavidade do movimento, assim, as madeixas não parecem tão formais

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