Matéria da Revista Cabeleireiros.com - Edição 32

ImprimirSalão de beleza: uma experiência sensorial

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Ela já fabricou sapatos e, agora, como mesmo diz, tem a função de fazer as pessoas felizes. Natural de Nova Jersey, Stephanie Kocielski acumula os títulos de diretora artística dos salões Robert Cromeans e da marca John Paul Mitchell. Como ela conseguiu chegar lá? Aliando arte e paixão. Confira suas opiniões sobre moda, postura profissional e tendências de corte e coloração

texto: Liana Pires
fotos: divulgação e Virna Santolia

C.C.: Que aspectos o cabeleireiro precisa considerar ao desenvolver uma tendência?
S.K.: O cabeleireiro deve lançar coleções tendo em mente o conceito de negócios. Hoje, os clientes levam produtos de manutenção para tratar os fios em casa, e essa postura deve ser estimulada pelo profissional. Assim, ao desenvolver moda, ele precisa considerar os produtos que vai usar e indicá-los, educando os clientes para o consumo.

C.C.: Houve mudança na postura do profissional com relação aos clientes?
S.K.: No salão de beleza, o cabeleireiro precisa proporcionar uma experiência sensitiva aos clientes. Para isso, uma boa dica é usar aromas nos produtos ou no ambiente, pois eles dão uma sensação de bem-estar. Os mais utilizados são os de lavanda e de limão.

C.C: O que mudou na apresentação dos serviços?
S.K.: Nos salões, o conceito de “color bar” tem sido muito utilizado, pois o cliente pode escolher a cor que o profissional vai utilizar para tingir os cabelos. Isso proporciona uma maior interação e facilita o diálogo.

C.C.: Quais cores estão sendo mais utilizadas?
S.K.: As tendências apontam para cores fortes, pois hoje ninguém mais quer “ser” marrom... Os cabelos precisam ter mechas, e é necessário que o profissional redescubra o efeito das cores. A dica é apostar em tons vibrantes, como vermelho-rubi e dourado.

C.C.: Quais são as grandes apostas com relação aos cortes?
S.K.: O chanel está mais preciso e trabalhado. Os desconectados também estão na moda, com camadas enriquecidas com diferentes tons. Assim, a transformação fica completa e a pessoa curte a experiência de mudar de visual no salão.

C.C.: E a postura do profissional, ela mudou?
S.K.: Nos Estados Unidos, o jeito do cabeleireiro é diferente do de outros lugares. Ele trabalha devagar, dá atenção aos clientes e não faz somente o que lhe é pedido. Entre suas funções, está a de ensinar os clientes a cuidar do visual. O trabalho diário do cabeleireiro é uma mistura de arte e negócio. Somos rock stars sem bebidas nem drogas.

C.C.: No momento de “educar” os clientes, o que o profissional deve levar em conta?
S.K.: O cabeleireiro precisa adaptar o discurso à clientela. Em Nova York, por exemplo, o clima é frenético e os clientes querem resultados rápidos. No litoral, as pessoas têm um ritmo diferente e há um culto maior ao corpo bonito e bronzeado. O profissional deve valorizar a característica regional. Com isso, o salão pode alcançar um patamar de sucesso

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