Matéria da Revista Cabeleireiros.com - Edição 51

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corte_militar (1)Depois da rebeldia dos moicanos, os homens voltam a preferir looks tradicionais e abraçam o corte militar

texto: Eder Garrido | fotos: divulgação

Brad Pitt aderiu à moda. David Beckham também. Na onda de ambos, estão milhares de homens do mundo todo. Menos ousado que o moicano e mais sério que os estilos desfiados e longos, o corte militar voltou com força às tendências masculinas.

De acordo com o hairstylist Charles Veiyga, do Salão Ash Hair, colabora para o sucesso do visual o fato dos homens estarem mais seletivos e buscarem um look que sublinhe a masculinidade e equilibre modernidade com elegância. Nesse ponto, o corte militar, no qual as laterais e a parte traseira dos fios são cortadas rentes ao couro cabeludo, encaixa-se perfeitamente. “Além de prático, o estilo elimina todos os frisos do cabelo, deixando-o sempre com aspecto arrumado”, completa Glória Teixeira, cabeleireira do Citta Barber Shop.

Tendo em destaque somente a parte superior da cabeça, que recebe madeixas mais compridas, prevalece no corte linhas retangulares e quadradas, que devem ser adaptadas a cada formato de rosto. Apesar de se adequar a qualquer textura de fio, vale deixar o corte bem curto, no caso dos cacheados, evitando-o para homens de pescoço curto e com o rosto muito redondo.

corte_militar (2)Militar versus moicano
Ainda que sua raiz seja tradicional – soldados adotam-no enquanto servem o Exército –, o corte militar tornou-se uma opção para fugir do cabelo arrepiado com gel ou com laterais comportadas. Mas será que ele supera a preferência masculina pelo moicano? Charles Veiyga aposta que sim. “No momento, os homens procuram por uma aparência elegante que sublinhe poder e força”, diz.

O moicano foi muito usado em um momento em que a rebeldia e a irreverência falavam alto. Com ele, expressava-se a contestação ao comportamento exigido pela sociedade. Bia Saldanha acredita tratar-se de uma moda passageira, enquanto Wanderley Nunes, do Barbearia Clube, é democrático: “Há estilos para todos”.

As opiniões também divergem quando a questão é o valor do corte. O militar deve ser mais barato em relação aos demais estilos? Para Charles, o preço está diretamente ligado à técnica e à qualidade do trabalho do profissional. Portanto, não há porque barateá-lo. Nunes concorda: “O tempo de serviço e os cuidados são os mesmos”. Bia discorda dos colegas e alega que, pelo fato de o corte ser feito somente com máquina, o cliente deve receber um desconto.

Existem duas maneiras de produzir o visual: com tesoura e pente, usando a técnica do pente livre; ou com máquina, na qual os pentes de números 0 a 3 são combinados na nuca e nas laterais, enquanto os fios da parte de cima são cortados com a tesoura.

Por ser um corte extremamente próximo ao couro cabeludo, é importante que o profissional tenha cuidado e atenção ao fazê-lo, para evitar acidentes como arranhões ou cortes no cliente. Então, nada de atender com pressa ou querer terminar o serviço logo.

Como hoje em dia não faltam opções no mercado para estilizar os cabelos, as dicas para definir a forma são as pomadas, para usar enquanto os fios estiverem secos; musse, para quando estão úmidos, ou gel, para manter o aspecto molhado. Para os homens que usam colorações, uma boa notícia: elas não criam qualquer desalinho com o corte. “Os jovens podem optar por luzes claras, enquanto os grisalhos têm a opção de camuflar os brancos”, diz Wanderley. Mas, antes de se render às tinturas, Bia deixa sua opinião feminina: “Corte militar com cabelos grisalhos fica um charme!”.

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