Matéria da Revista Cabeleireiros.com - Edição 24

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Os espanhóis Marco Antonio Restropo, Josete Almendrao e Jorge Cancer de la Cuerda, há algum tempo, viraram notícia do mundo da beleza por seus trabalhos autênticos. Depois de trabalharem juntos em grandes companhias da Espanha, Londres e Nova Iorque, os jovens e talentosos hairstylists decidiram unir seus destinos formando, há dois anos, um grupo artístico independente, o X-presion. Os frutos desta parceria não demoraram a aparecer. No ano passado, o grupo ganhou o prêmio AIPP – Associação Internacional de Imprensa Profissional – na categoria Melhor Divulgação na Imprensa Internacional, com a coleção X-Kizoo. Este ano, os profissionais conquistaram o segundo lugar no Grande Prêmio AIPP, um dos mais prestigiados do mundo hairdressing, com a coleção Dextructuras. Nesta entrevista exclusiva, o integrante Jorge Cancer, nos conta sobre a carreira, o novo trabalho e a moda atual.

Revista Cabeleireiros.com: Quando tiveram certeza de que seriam cabeleireiros profissionais?
Jorge Cancer: Começamos muito jovens, com 14 anos. Sempre achamos bonita a profissão de cabeleireiro. Mas nesta idade, nossa maior preocupação era passar o maior tempo possível rodeados de mulheres bonitas. Sempre fui invejado pelos meus amigos por isso (risos). Mais tarde me dei conta que era uma profissão muito difícil, porém prazerosa.

RCC: Vocês contaram com o apoio da família para seguir esta profissão?
J.C: Sim, sem dúvida. Temos histórias diferentes, mas nós três tivemos muita sorte de contar com o apoio da família, em especial de nossas mães: Blanca, Paqui e Ludi. Aproveito para deixar um grande beijo para elas.

RCC: Já aconteceu algo engraçado ou curioso em algum momento de sua carreira?
J.C: Lembro de um fato que aconteceu, quando ainda era ajudante no primeiro salão que trabalhei, em Zaragoza, cidade onde nasci. Um dia apareceu uma senhora de cabelos verdes. Chamou-me, apontado o dedo, e pediu para que eu lavasse seus cabelos. De repente, esta senhora pediu para que desse uns puxões em sua cabeça, mas com força. Eu fiquei espantado e meus colegas rindo da situação. O pior é que depois ela começou a adivinhar coisas da minha vida pessoal. Pensei que fosse aquela “pegadinha” de televisão, mas não era. Nunca mais vou me esquecer. Por isso, amigos brasileiros, se alguma cliente pedir para puxarem o cabelo, nunca façam isso! (risos)

RCC: Vocês passaram por dificuldades no começo da carreira?
J.C: O início é sempre complicado. Nossa profissão exige muitos esforços. Temos que varrer muitos cabelos, lavar muitas cabeças antes de ter a oportunidade de realizar mais coisas dentro do salão. Mas pouco a pouco conseguimos conquistar nosso espaço. Hoje, já se passaram 14 anos desde o início da carreira e nunca deixamos de batalhar para atingir nossas metas.

RCC: O que representa para o grupo o prêmio AIPP, recebido este ano?
JC: Foi um prêmio muito importante porque, na condição de grupo independente (não temos parceria com nenhuma marca), é muito gostoso sair na frente e ter nosso trabalho reconhecido em Paris e em 62 revistas de todo o mundo. Temos muito orgulho. Agora, o número de clientes que nos solicitam para fazer shows, apresentações e também para criar imagens publicitárias para sua marca aumentou bastante.

RCC: Como criaram o conceito da nova coleção, Dextructuras?
J.C: Queríamos surpreender as pessoas. Nossa intenção foi criar personagens combinando efeitos de imagens com alguns efeitos de corte e, principalmente, com uma técnica de cor atual.

RCC: Qual é o tipo de corte e coloração utilizada nesta coleção?
J.C: Mais importante que o corte é a adaptação que fizemos nas formas de estrutura. Na coloração, desenvolvemos uma técnica criando ligeiros toques azulados que ressaltam a sobriedade que queríamos dar com a tonalidade preta.

RCC: Quais são as principais inspirações para esta coleção?
J.C: Sinceramente não nos inspiramos em nada. Queríamos criar personagens que são idéias que rondam nossas mentes, mas com realidade.

RCC: O que é preciso para um cabeleireiro crescer profissionalmente?
J.C: Boa formação, empenho e esperança.

RCC: Por que esperança?
J.C: Sem esperança e alegria não podemos fazer nada. Se nós não tivéssemos tido esperança de que nosso projeto, o X-presion, desse certo, continuaríamos a trabalhar para outras empresas aonde não seria possível desenvolver nossas formas, cores, etc.

RCC: O que é moda em cabelos para o grupo?
J.C: Uma grande mentira. Não só em cabelo, como em tudo. Passamos por uma época na qual a única coisa que se faz é reviver o passado. As grandes marcas de roupa se baseiam no rock, glam, punk, anos 60, 70, 80, mas se esquecem que vivemos em 2007 e nada se mostra de novo. Nosso grupo cria coleções sem pensar no que será moda, simplesmente reunimos nossos sentimentos e idéias com o cabelo. Quando lançamos nossa primeira coleção, chamada K-kizoo, tivemos pouca divulgação, mas dois anos depois é prazeroso ver como muita gente usa as franjas e as técnicas de cor deste trabalho.

RCC: Qual é a tendência atual na Europa?
J.C: A moda, sem dúvida, vem das ruas e cidades européias, aonde é possível encontrar pessoas de todo o mundo. Na Espanha há uma grande influência da América do Sul, em especial do Brasil, que nos mostra um colorido e uma alegria em se vestir. Há uma grande mescla de estilos, porém é difícil destacar algum. O que pode-se perceber é que, cada vez mais, as pessoas buscam ter sua própria identidade.

RCC: Quais são os planos para o futuro?
J.C: Temos um grande projeto em mente para desenvolver um show com diferentes artistas da música, dj´s e outras atrações para apresentar nosso próximo trabalho com cabelos.

Confira a coleção Dextructuras, do grupo X-presion na edição 24 da revista Cabeleireiros.com.

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