Matéria da Revista Cabeleireiros.com - Edição 47

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Gestão de equipeDicas preciosas ajudam a contratar e a manter os melhores profissionais em seu salão de beleza

texto: Renata Vieira | fotos: divulgação

Formar uma equipe de profissionais capaz de atender os clientes com qualidade e fazer do estabelecimento um sucesso é um desafio para empresários de qualquer ramo. Para quem lida com salões de beleza, então, isso é algo decisivo perante a enorme concorrência. Mas como identificar o perfil adequado para cada função?

Segundo Kathya Muller, gerente-operacional do salão Marcos Proença, o primeiro passo é analisar os atributos técnicos dos candidatos, como cursos realizados, especialidades, tempo de profissão e possibilidade de adaptação ao perfil do salão. É comum também solicitar e checar as referências de antigos empregadores.

Um passo fundamental para analisar todos esses quesitos acima é a entrevista, uma grande oportunidade de identificar o perfil do profissional. “Além das questões técnicas, é fundamental ampliar o diálogo para captar o temperamento e os costumes do candidato, que impactam diretamente no dia a dia do trabalho”, observa Joel Correia, consultor para salões de beleza. O histórico profissional também é importante, pois fornece informações sobre a estabilidade na profissão.

Para Joel, um grande problema enfrentado pelos proprietários de salão é a pontualidade da equipe. Por isso, chegar no horário combinado é algo a ser avaliado no primeiro contato. Neste ponto, fica a dúvida se a distância entre o local do trabalho e residência do funcionário deve ser considerada.

“Esse fator pode influenciar a escolha, mas não é uma regra”, analisa o consultor. Outro fator é a apresentação pessoal, pois se relaciona com o perfil do profissional e em como ele será visto pelos colegas e pelos clientes. Após a seleção da equipe, chega a hora de verificar a melhor forma de contratação. Atualmente, as possibilidades vão além do registro em carteira, e o modo de contratação deve ser bem estudado no início das atividades do salão, pois a alteração das regras sempre provoca inconvenientes. Para evitar desencontros, o proprietário precisa ser assessorado por alguém capaz de identificar as possibilidades e expor eventuais riscos de cada opção de contrato.

Profissionais especializados
Alguns salões se aperfeiçoam em atendimentos para noivas, crianças ou determinados tipos de cabelo. Esse diferencial também precisa ser levado em conta no momento de formar a equipe, já que os profissionais devem ter apresentar requisitos ainda mais específicos.

O Salão LunaBlu Kids, em Santo Amaro (SP), é especialista em cabelos infantis com texturas crespas e cacheadas. Soraia Feretti, proprietária, explica que, na seleção de candidatos, ela procurou pessoas que se identificassem com a proposta de trabalho.

Por lá, todos os profissionais são experts no cuidado dos cabelos crespos e cacheados e recebem treinamento sobre os produtos e os métodos exclusivos do salão. “Na entrevista, detectamos quem tem possui mais afinidade para o atendimento infantil, pois é necessário ter um jeito especial para conquistar a simpatia das crianças e agilidade para não demorar nos procedimentos”, enfatiza Soraia.

Com o objetivo de diminuir a rotatividade da equipe, todos os funcionários são registrados e têm direito à assistência médica, programa de empréstimo pessoal, cesta básica, premiações e reconhecimento da evolução no trabalho.

Os programas de treinamento, que são constantes, também servem de atrativo e uma forma de contínua capacitação profissional. A fim de evitar sobrecargas, funcionários temporários são contratados para algumas funções administrativas. “Direcionamos as férias para os meses mais calmos, dividindo-as  entre os dois períodos do salão, pois tais funções requerem um treinamento prévio, que não é rápido.”

Motivação sempre!
Após a formação da equipe, é preciso criar estratégias para mantê-la. Uma questão muitas vezes esquecida pelo  proprietário do salão é que ele também precisa ser uma pessoa motivada. Alguém que não tem satisfação no próprio trabalho nunca conseguirá promover essa sensação em outras pessoas.

Se isso não é problema para você, parta para a segunda etapa: destacar os pontos positivos do convívio diário e ressaltar o bom posicionamento da empresa com os profissionais. Para que não soem falsos, esses fatores precisam ser fundamentados em um clima amistoso e respeitoso, conquistado com eventos em grupo (como cafés da manhã), comemorações de aniversários e pequenos gestos individuais (como conversas sobre assuntos que não sejam profissionais).

Também se deve reservar um tempo para ouvir os funcionários. Essa é uma excelente forma de identificar necessidades e opiniões que podem melhorar o relacionamento coletivo. Se, mesmo depois de implantar todas essas ações, alguns profissionais desejarem trocar de emprego, vale citar que isso nem sempre é causado por problemas com o estabelecimento. Pode acontecer simplesmente pela vontade de buscar novos desafios e oportunidades.

Assim, Dessa forma, pense que a saída de um profissional é sempre sinal de falta de motivação ou de problemas, pois isso pode ser um acontecimento normal na vida de qualquer um.

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